Novos mercados se abrem para moveleiros do Amapá
Negócios fechados na FENAVEM animam fabricantes de móveis amapaenses

Tanha Silva

O resultado da participação dos moveleiros do Estado do Amapá na Feira Internacional de Móveis (FENAVEM), realizada em São Paulo, deixou os empresários do setor bastante otimistas.

O saldo é positivo e as oportunidades de negócios incalculáveis. O otimismo dos oito expositores é explicado pela abertura do mercado nacional, especialmente do sul e sudeste, para a produção amapaense, e isso inclui móveis, madeira e artesanato.

A empresária Aparecida Santos levou para a exposição cerca de 1.000 peças de produtos artesanais feitos com sobre de madeira. Todo o material foi comercializado. Parte para o consumidor final e o restante para lojistas que trabalham com sistema de consignação. Além disso, a empresa recebeu diversos pedidos para fornecer o artesanato para lojas e outros tipos de revenda.
"Saio daqui com novo fôlego. Recebi vários tipos de pedidos, inclusive para desenvolver uma linha especial de material artesanal. São pequenos objetos, tudo na linha que eu já trabalho", comemora Aparecida.

O saldo positivo é computado também pelo design e fabricante de móveis, Elton Araújo. "Estou entrando no mercado paulista. Meus produtos foram muito bem recebidos. Fechei parceria com uma empresa de consultoria em comunicação e marketing para divulgar minhas peças e, assim, ampliar meu mercado", disse o design.

Os bons negócios são comemorados por Sandro Borges. O empreendedor abriu caminho para sua empresa. Uma rede de lojas da Bahia e outra de Pouso Alegre (RS) querem revender os móveis em estilo rústico, marca da empresa. O moveleiro aceitou pedidos para fornecer jogos de mesas para a China e para lojistas de São Paulo. "Estamos conquistando novos mercados", afirma.

"Estou com proposta de lojistas de pequeno porte para fornecer, em média, 40 peças. Já vou começar a fabricar". O entusiasmo é do moveleiro, José Orlando Araújo. Ele garante que a aceitação de móveis fabricados em madeira de lei foi surpreendente. "Alguns lojistas querem mudar o estilo dos móveis comercializados hoje para peças em madeira maciça, e, é aí que nós entramos", planeja.

No estande do Amapá na FENAVEM um dos móveis mais apreciados foi uma mesa em madeira de lei, Ipê, medindo 4,80m, e pesando mais de meia tonelada. O móvel, peça única, foi projetado e fabricado pelo moveleiro, João Bariloche.
Ele atraiu não apenas olhares, mas compradores que querem algo semelhante em suas lojas. "Estou com várias encomendas", comemora.

O Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) do Amapá é o
responsável pela participação dos moveleiros do Estado na FENAVEM. O técnico em comércio exterior da instituição, José Carlos Molinos, entende que essa é uma forma de ampliar o horizonte dos empreendedores. "Estar em contato com empresas e produtos de qualidade impulsiona o empresário a querer um grau de excelência cada vez melhor", explica o técnico.

O superintendente do Sebrae/AP, Reinaldo Gonçalves, garante que esse apoio vai continuar. "Queremos ampliar o mercado para nossos produtos".



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Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.