Amapá sediará discussão da Política
de Assistência para a Região Norte

Dentro de poucos dias o Estado do Amapá reunirá os secretários de Assistência Social dos Estados da Região Norte com objetivo de construir uma proposta regionalizada tendo em vista a implantação definitiva do Sistema Único da Assistência Social (Suas), prevista para o ano que vem. A decisão de realizar o evento no Amapá está relacionada aos avanços do Estado nas ações preliminares à implantação do sistema, e foi tomada no 33º Fórum de Secretários de Assistência Social (Fonseas), realizado semana passada, na cidade de Natal - Rio Grande do Norte, com a presença da secretária de Estado do Trabalho e da Cidadania, Anésia Nunes.

Pelo modelo atual, os recursos federais para a assistência são liberados com base em convênios que limitam as ações dos estados e municípios e, na maioria das vezes, não atendem às necessidades locais. Isso vem preocupando os gestores da assistência que reivindicam maior autonomia na aplicação dos recursos de acordo com a realidade de cada região.

A expectativa é de que a partir da proposta regionalizada, discutida no Amapá, o Estado, igualmente aos outros da Região Norte, tenha um parâmetro norteador da sua Política de Assistência Social dentro do Sistema Único da Assistência.

No 33º Fonseas foi possível visualizar que alguns estados brasileiros ainda assumem em 100% a responsabilidade da Assistência Social, em outros, os municípios são responsáveis por um percentual muito baixo de ações descentralizadas da assistência, tornando-se necessária a elaboração de um indicador de responsabilidades para cada esfera: Federal, Estadual e Municipal, incluindo os recursos de cada parte envolvida ou co-financiamentos.

O documento - Síntese dos trabalhos do Fórum da Região Norte, a ocorrer em Macapá, será apresentado na próxima reunião de Secretários da Assistência, em dezembro, no Estado do Rio de Janeiro, paralelamente ao Congresso sobre Políticas de Geração de Emprego e Renda que acontecerá na capital carioca.

O Estado do Amapá está entre os que mais avançaram nas discussões e já estão exercitando as atividades assistenciais de forma descentralizada dentro da nova visão de fortalecimento dos municípios. Esse trabalho é orientado, também, pelas diretrizes do Plano de Ação do Governador Waldez Góes, tornando as atividades da Setraci mais ágeis e coerentes com as perspectivas de modernização da política de assistência e viabilização da implantação do Suas no Estado.

A Setraci vem promovendo e apoiando as discussões da Política Descentralizada da Assistência em nível local. As reuniões trimestrais da Comissão Intergestora Bipartite (CIB), são exemplos de fóruns que congregam secretários municipais de Assistência Social, Gestores Municipais e técnicos da área. Dessas reuniões saem os encaminhamentos que são levados pela Secretária da Setraci, em nível nacional, por ocasião dos Fonseas.

Para dar suporte técnico às ações descentralizadas no âmbito do repasse de recursos para projetos sociais, a Setraci criou em 2003 uma Comissão multiprofissional de avaliação e monitoramento de projetos de instituições que trabalham com a inclusão de crianças, adolescentes, jovens e idosos, em ações de qualificação e geração de renda. No primeiro ano, a comissão liberou projetos que receberam juntas o total de R$ 1.300.000,00. Em 2004 essa movimentação ficou em torno de R$ 2.400.000,00. Os recursos destinados à projetos sociais são liberados de acordo com o orçamento da secretaria que, segundo a secretária Anésia Nunes, hoje representa menos de um por cento do orçamento do Estado.

“Precisamos chegar ao orçamento de pelo menos cinco por cento para que o Amapá realmente possa responder com políticas mais ampliadas. É necessário empenho dos parlamentares na ampliação desses recursos, a fim de que no próximo ano possamos atender, à contento, o público usuário da Assistência Social”. Disse a titular da Setraci.

Dalvaci Dias

 


Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
Deliciosos.
0XX96 224 1491


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433

Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.