Dono da rádio Equatorial tira
programa do ar
em troca de dívida com a CEA

O que já era esperado aconteceu. José de Mattos Costa, o Zelito, dono da rádio Equatorial AM tirou do ar o programa "Revista Matinal", que vinha sendo apresentado pelos radialistas Humberto Moreira e Domiciano Gomes, depois de reunir com os dois profissionais e dizer sem meias palavras: "tenho uma dívida muito grande com a CEA e fui pressionado por eles. Ou tiro o programa do ar ou eles executam a dívida". E o programa foi retirado.

Antecedentes

Quando o governador Waldez Góes assumiu, diversos profissionais que vinham atuando na Rádio Difusora de Macapá, e que haviam conseguido recuperar a credibilidade e a audiência da emissora oficial ficaram sem trabalho. Um desses profissionais era Humberto Moreira, que apresentava o programa Revista Matinal todos os dias de segunda a sexta. Ao mesmo tempo a Rádio Equatorial AM se mantinha sem praticamente audiência alguma. As negociações foram estabelecidas, algumas falharam mas Humberto conseguiu acertar seu ingresso na chamada Equatorial/Transamérica, com o mesmo programa, abrindo espaço para todas as correntes o que elevou a audiência da rádio e em conseqüência o poder de barganha de seu proprietário. O resultado é o que está se vendo: Zelito chamou os dois apresentadores do programa Revista Matinal e disse: "tenho uma dívida muito grande com a CEA. O programa de vocês não me dá retorno financeiro e estou sendo pressionado por eles para o tirar do ar. Se eu não tirar, eles executam, a dívida". E assim saiu do ar o programa Revista Matnal, que não por coincidência vinha abrindo espaço para comentários sobre 'denúncias de corrupção no governo do Estado. Nos últimos dias o assunto mais em pauta foi o caso Ibrape, o Instituto de propriedade da família Jácome, que mesmo sem ter registro na Junta Comercial, e ter como proprietárias, pessoas que ocupam cargos de confiança no governo, já faturou mais de um milhão de reais em contratops de aperfeiçoamento e formação profissional em apenas oito meses de administração.


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Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.