Exposição mostra diversidade do artesanato da Amazônia

Toda a riqueza do artesanato amazônico pode ser vista no Equinócio 2003

Além de grande quantidade de móveis em madeira, peças e componentes de móveis, molduras, esquadrias e casas pré- fabricadas, o Equinócio tem em sua exposição o artesanato de diversas regiões da Amazônia. Através da reutilização da madeira, do aproveitamento da grande variedade de cipós, fibras, ossos de animais e sementes de que a Amazônia dispõe, o artesão tem a possibilidade de renovar a cada dia sua criatividade, inventando peças que sempre impressionam pela beleza e pela técnica. O artesão da Amazônia tem procurado fazer trabalhos permanentes de pesquisa da cultura indígena, negra e cabocla, para imprimir valor ainda maior ao seu trabalho. Pedro Lopes, artesão do Amazonas, faz artesanato há trinta anos, com a técnica da marchetaria (arte de misturar, incrustar, entrelaçar madeira) e a luteria (arte da fabricação de instrumentos musicais).

Seu trabalho foi divulgado pela primeira vez através do Amazonsat, e de lá para cá, tem conquistado reconhecimento e alcançado espaço no mercado interno e externo, recebendo encomendas de outros estados, da
Argentina e do Chile. Este ano, o artesão foi convidado pelo Sebrae para participar do Equinócio e trouxe um exemplar do violão fabricado por suas mãos, além de caixinhas de madeira feitas a partir da técnica da marchetaria. Lopes participou de cursos de dendrologia (o estudo das propriedades físicas e mecânicas da madeira) e trabalha hoje com mais de 50 tipos de madeira da Amazônia.

O artesanato do Amapá está ricamente representado através das peças expostas nos estandes. São obras que vão garantir bons negócios a dezenas de artesãos.

Alfredo Diepp Hage é um aposentado que faz artesanato há apenas um ano e meio e chama a atenção pela inventividade. As luminárias criadas por ele, de ótima aceitação por turistas de estados do sul do país e de compradores locais, têm como base o ouriço da castanha da sapucaia e o corpo em palma de coqueiro, caranã e
bacabeira. A peça tem sido uma das mais procuradas nas feiras de artesanato de Macapá.

Estes são apenas dois exemplos. Mas estão presentes também na Rodada Internacional de Negócios o artesanato dos povos indígenas do Tumucumaque e de diversas etnias do Estado do Amazonas.


Luli Rojanski

 

 


Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
Deliciosos.
0XX96 224 1491


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433

Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.