Cidadania & Imprensa

(*) Raul Mareco

O tema cidadania por tantas vezes foi debatido ardorosamente por infinitos pensadores preocupados com o andamento da mesma em todas as sociedades que fizeram parte da história mundial. Especificamente, no Brasil, a cidadania foi abusiva e absurdamente relegada ás facetas nefastas na época da Ditadura Militar.

Em se tratando dos meios de comunicação, esta mesma cidadania foi bombardeada por criteriosos desfacelamentos da liberdade de expressão, do direito de saber ouvir, e porque não, o de saber falar também. Como todos sabem, casos escabrosos de terríveis torturas e a censura total tomaram conta do cenário nacional da época, infringindo gravemente o direito dos jornalistas de informar a população dos fatos inescrupulosos do governo militar a partir do ano de 1964. Tome-se como exemplo o jornal “O Pasquim”, do jornalista e cartunista Ziraldo, que era plenamente inconformado com a incessante estupidez governamental dos militares.

Os anos passaram, e parece que alguns conceitos de determinados grupos, especialmente os políticos, continuam cerceando o direito da população de serem realmente cidadãos de plena atividade, ou seja, aquelas pessoas que não são simplesmente reles indivíduos que sustentam o título desonroso de “cidadãos de papel”.

Este título provém da incapacidade de que as pessoas são obrigadas a receber como herança, da constatação de que ser cidadão de direito realmente é abstrair dos governos os incentivos necessários para uma proclamação vital justa e desavergonhada, que leve as pessoas não somente ao voto, mas também ás descobertas incessantes das lutas essenciais pela procura de seus devidos direitos como verdadeiros cidadãos. No caso dos meios de comunicação de hoje, esta questão sobre como estes podem contribuir positiva e pacificamente na, vamos dizer assim, reconstrução da cidadania, recorre a fatores bastante relevantes e interessantes para isto.

O que se fazia nos anos de chumbo, faz-se agora, mas com um certo sentido á liberdade de imprensa (que, por algumas vezes é desabilitada), informando a sociedade de maneira que esta seja totalmente defendida e milimetricamente tendo os jornalistas em geral como defensores da verdade (por vezes anulada), servindo como um escudo democrático-patriótico e denunciando devidamente os fatos corriqueiros, mas de tamanha importância, do cotidiano das pessoas.

Esta denúncia realizada pelos meios de comunicação é de extrema
importância, porque causa um certo sentimento de colaboração para o bom andamento do país, seja ele qual for, e que sistema político possuir. Dê-se o exemplo do tenebroso caso da “Escola-base”, no qual os proprietários de uma escola para crianças foram brutal e erroneamente acusados, investigados, condenados e expulsos da sociedade, tendo infringido seu direito de cidadania. E pasmem, justamente por jornalistas sem escrúpulos e delegados sem embasamento, que talvez quisessem saborear os famosos “quinze minutos de fama”.

Ficaram nisso mesmo, pois os meios de comunicação competentes e éticos expuseram para a sociedade os verdadeiros fatos que foram negligenciados por estas pessoas, sendo que atualmente, as pessoas envolvidas no caso receberam uma boa indenização por danos morais e outras coisas mais, sendo que de nada adiantará para resgatar a verdadeira cidadania que lhes foi expugnada indecentemente.

Como se viu, existem os meios de comunicação que, tanto desinformam vergonhosamente os cidadãos, como aqueles que realmente procuram indicar os caminhos democráticos, e mais importante ainda, verídicos dos fatos preponderantes da sociedade.

Torçamos por dias melhores de cidadania daqui pra frente, e que todos os meios de comunicação, sem exceção, possam, de uma vez por todas, levar informação substancialmente correta e eticamente empregada, para uma população que dia-a-dia luta por seus direitos e por uma satisfação de que a cidadania é o mais completo amparo de que uma nação democrática possa gozar.

E que as denúncias cotidianas se transformem em reflexão consumada, para que a cidadania possa percorrer livremente por séculos até finalmente se organizar plenamente, pois, acreditar e sonhar faz parte do pensamento do cidadão.


(*) Jornalista, Pós-graduando em Comunicação e Política

Adelmo Caxias
Causas Cíveis, trabalhistas e Direito administrativo.
223-4299


Carlos Lobato

Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.

Direito Penal e Tribunal do Júri
9972 4400

Vera Pinheiro
Causas cíveis
e
Direito de família
223 7100

Vera Pinheiro- Jamil Valente
Maria Pilar
Advocacia geral
Rua Manoel Eudóxio 928- Santa Rita
Telefone 223 7100

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