Capiberibe entrega Prêmio Chico Mendes ao Museu Sacaca

O Centro de Pesquisas Museológicas Museu Sacaca recebeu na noite desta terça-feira, 14/12, em Brasília, o Prêmio Chico Mendes na categoria Arte e Cultura.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que participou da cerimônia, convidou o senador João Capiberibe, PSB/AP, para fazer a entrega do prêmio a Núbia Góes, representando a entidade. Segundo Núbia, “foi uma honra receber o prêmio de quem, quando governador do Estado do Amapá, foi o idealizador e incentivador do Museu Sacaca”. Para ela, o Museu Vivo veio ao encontro dos anseios do Amapá pois valoriza as culturas e tradições das comunidades ribeirinhas, indígenas, de caboclos, de seringueiros e de castanheiros.

Capiberibe, surpreso com o convite da ministra pois foi ao evento apenas para prestigiar o Museu, falou da importância que foi o Programa de Desenvolvimento Sustentável do Amapá. “Foi durante o PDSA que idealizamos o Museu, uma exposição a céu aberto, que reúne, numa área de 20 mil metros quadrados, réplicas de habitações das etnias Palikur e Waiãpi, a casa da farinha Karipuna, as casas dos ribeirinhos e dos castanheiros além do orquidário. O museu tem uma concepção inovadora, porque envolveu as comunidades no processo de elaboração e construção dos ambientes”, afirmou o senador.

O concurso Chico Mendes foi criado para valorizar trabalhos desenvolvidos em benefício da conservação do meio ambiente na Amazônia e identificar práticas bem-sucedidas realizadas individualmente, em grupo, em comunidade ou por instituições privadas. O prêmio foi instituído em 2002 e o primeiro ganhador na categoria Liderança Individual foi a então senadora Marina Silva. Este ano, o ganhador em cada uma das seis categorias instituídas, receberá R$ 20 mil, somando R$ 120 mil em prêmios.

Os outros ganhadores foram: Manoel Conceição Santos na categoria Liderança Individual; Carlos Walter Porto Gonçalves na categoria Ciência e Tecnologia Fruta-Sã, fábrica de polpas de frutas do Cerrado, foi a vencedora da categoria Negócios Sustentáveis; o Grupo de Trabalho Amazônico (GTA) foi o vencedor da categoria Organização Não-Governamental e Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá na categoria Associação Comunitária.

Rosilã Jaques Pereira

 




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Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.