Sujeira e dersorganização da Feira
do Produtor em Santana
chamam a atenção do Governo

Na terça-feira, 14, o secretário de Estado da Agricultura, Pesca, Floresta e do Abastecimento (SEAF), Paulo Leite de Mendonça visitou a Feira do Produtor Rural de Santana (25 quilômetros da capital). O objetivo foi verificar as condições de trabalho no local.

O diagnóstico feito pelo titular da SEAF é de que a feira não oferece infra-estrutura nenhuma para abrigar os mais de 100 pequenos agricultores que trabalham todas as terças-feiras no local. O mesmo trabalho de inspeção aconteceu nas três Feiras do Produtor Rural instaladas em Macapá. Para o secretario, a feira de Santana é a que apresenta a maior precariedade.

A falta de infra-estrutura, higiene e de condições de trabalho são os principais problemas detectados na feira. O secretário Paulo Leite, ouviu reclamações, colheu sugestões dos agricultores e prometeu discutir com a Prefeitura Municipal de Santana e com os próprios agricultores para viabilizar a melhoria do atendimento na Feira de Santana. A reunião para discutir o problema será marcada em breve.

Para o agricultor Orlando Cunha do Nascimento, que se desloca da comunidade Cachorrinho, no município de Pedra Branca, a feira não apresenta a mínima condição de trabalho. “A sujeira evidente no local acaba afastando os fregueses”. O agricultor diz que a presença dos atravessadores na Feira do Produtor Rural de Santana é o grande entrave na vida dos pequenos agricultores. Orlando Cunha revelou que o seu lucro médio por cada feira é de R$ 150,00. Cunha garantiu que antes o faturamento chegava até R$ 400,00.

A agricultora, Regina Costa Cardoso, residente em Porto Grande, é outra que está desestimulada com a situação da feira. Ela que trabalha com a venda de cascas e plantas medicinais, reclamou da queda na venda dos produtos. “Tudo que a gente trás para vender aqui, somos obrigados a levar de volta para as nossas comunidades, não conseguimos vender quase nada”. A prova da real dificuldade enfrentada pela agricultora, Regina Costa é arrecadação de apenas R$ 4,00 que obteve em uma das realizações da Feira do Produtor Rural de Santana. Regina depende do dinheiro que consegue na feira para sustentar três crianças; ela está grávida do quarto filho. Maria de Lurdes Costa Cardoso, agricultura em Porto Grande, é favorável a transferência da feira para outro local ou da retirada dos feirantes atravessadores que utilizam o espaço externo da feira. A agricultora lembrou que a deficiência na feira existe a cerca de 15 anos.

João Damásio Vaz da Conceição, agricultor em Porto Grande, sugeriu a SEAF a recuperação do prédio onde funciona atualmente a Feira do Produtor em Santana para que o local passe a obrigar tanto os atravessadores, quanto os agricultores cadastrados na Secretaria de Estado da Agricultura.


EDY WILSON SILVA

ELIANE DUARTE


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Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.