Exposição no Museu Sacaca
mostra que lixo pode virar arte


A exposição e lançamento do livreto A Arte Que Veio do Lixo, promovida pelo Governo do Estado através da Sema, com apoio da Prefeitura de Macapá, e uma ONG alemã, tenta mostrar que o lixo pode produzir também arte.

A obra reúne trabalho de 14 artistas e artesões locais e mostra vários exemplos de encarar o “assunto lixo” de maneira nova e interessante, gerando arte, emprego e renda.

O secretário de Estado do Meio-Ambiente, Edvaldo de Azevedo Souza, representando o governador Waldez Góes (PDT) no evento, disse que a iniciativa é um exemplo real de educação ambiental, mostrando que o lixo, atualmente considerado o maior problema ambiental urbano quando trabalhado pode ter um significado diferente, dependendo do ponto de vista de quem os vê. “Mas precisamos do envolvimento da comunidade e de iniciativas como estas que apresentam para garantia de um ambiente melhor”, completou ele.

A coordenadora do Projeto Gestão Ambiental Urbana no Amapá (SEMA-GTZ), Gláucia Maders, vê a publicação como uma forma de valorizar o trabalho dos artistas, que aproveita resíduos sólidos como plástico rígido, embalagens PET, papel de escritório, latas de alumínio, latas de aço. “Sabemos que o material reciclado na forma de artesanato não resolve o problema dos lixões, mas é uma lição para se pensar nossos hábitos de consumo e padrões de vida”, frisou.

Gerenciamento - A partir de agora, através de um termo compromisso, o Projeto Gestão Urbana no Amapá SEMA-GTZ, no entanto, passará do ambiente estadual para o gerenciamento do município. O prefeito de Macapá, João Henrique informa que já está trabalhando no sentido de ampliar a coleta, melhorar a disposição final com a transformação da lixeira pública em aterro controlado - um primeiro passo para chegar à forma correta que é o aterro sanitário.

Paralelamente, diz ele, a prefeitura está trabalhando na reformulação de leis e estruturas que possam vir a garantir uma ampla melhoria nos serviços prestados à população.

CARLOS DE JESUS PEREIRA


 


Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
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Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
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Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.