Arroz de Roraima alimenta 2 milhões de pessoas

Fernando Sinimbu
Fotos - Ramayana Braga

O arroz irrigado produzido em Roraima está alimentando hoje uma população de aproximadamente dois milhões de pessoas, no Amazonas, Pará e Amapá, além do próprio estado de Roraima. Na safra 2002/03, numa área de 15 mil hectares, a produção foi de 84 mil toneladas. A produtividade média alcançou 5,6 toneladas por hectare. Para a safra 2003/04, a previsão é de uma área plantada de 20 mil hectares, com uma produção de 127 mil toneladas. A produtividade esperada é de 6,3 toneladas por hectare.

A informação é do produtor Dirceu Spies, primeiro-secretário da Associação dos Arrozeiros de Roraima. Em 2003, segundo ele, o faturamento dos produtores alcançou cerca de R$ 90 milhões. Para este ano, a renda bruta esperada é de aproximadamente R$ 128 milhões, equivalente a 10,25 por cento do Produto Interno Bruto do estado que, segundo o IBGE, é de R$1,2 bilhão.

A produção de arroz irrigado em Roraima, que se concentra nos municípios de Boa Vista, Cantá, Bonfim, Normandia, Pacaraíma e Uiramutã, dá emprego direto para mil pessoas e indiretos para seis mil pessoas. No coração de todo esse sucesso está o trabalho de 20 anos de pesquisa da Embrapa Roraima, que já recomendou várias cultivares, com destaque para a BRS Taim e a BR IRGA 409, com tolerância à toxidez de ferro.

Recentemente, a Unidade recomendou mais duas cultivares: a Roraima e a BRS Jaburu, com produtividade acima de 7 toneladas por hectare e grande resistência à doenças, como a brusone. Adubação, controle de plantas daninhas, pragas, manejo de irrigação e culturas alternativas ao arroz, foram práticas relacionadas ao sistema de produção também trabalhadas nos últimos 20 anos.

Para a agricultura familiar, a Unidade vem recomendando também cultivares de arroz de sequeiro. Já foram recomendadas as cultivares Primavera, Bonança, Confiança e Talento, todas com grãos de alta qualidade comercial e produtividade média - 3 toneladas por hectares - superior às cultivares tradicionais - 1,5 tonelada-, segundo o pesquisador Antônio Carlos Centeno Cordeiro.

Em produtividade de arroz, Roraima hoje é destaque nacional, perdendo apenas para Santa Catarina. São 5,6 toneladas por hectares, enquanto que os catarinenses conseguem uma produtividade média de 6,8 toneladas. “É o resultado do uso da mais moderna tecnologia existente no mercado”, festeja Dirceu Spies, 37 anos, nascido em Itapiranga, município no oeste de Santa Catarina, e radicado em Roraima há 24 anos. Hoje, o estado tem 25 grandes e médios produtores de arroz. A maioria veio do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Goiás.

ANO INTERNACIONAL - Rico em carboidratos e importante fonte de vitaminas e sais minerais, como fósforo, ferro e potássio, o arroz, segundo o pesquisador Antônio Carlos Centeno Cordeiro, é livre de colesterol. A proteína do arroz, de acordo com o pesquisador, é de boa qualidade, porque contém aminoácidos essenciais ao homem. “Quando combinado com o feijão, carne ou leite, o arroz torna-se fonte protéica ainda mais valiosa”, garante.

Este ano é especial para o arroz. A Organização das Nações Unidas declarou 2004 o Ano Internacional do Arroz. É uma iniciativa que busca a promoção e a cultura do produto como base alimentar para a humanidade, desempenhando um importante papel na erradicação da fome no planeta.

Hoje, o arroz é o alimento básico para mais da metade da população mundial. Somente na Ásia, mais de 2 bilhões de pessoas obtêm de 60 por cento a 70 por cento de energia através do consumo de arroz e seus derivados. É a fonte alimentar com o crescimento mais rápido na África e de grande importância à segurança alimentar.



 


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Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.