BNDES vai ser parceiro da ADA
em investimentos na Amazônia

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é o novo parceiro da Agência de Desenvolvimento da Amazônia (ADA) no financiamento de projetos de desenvolvimento regional. O presidente do BNDES, Carlos Lessa, disse à diretora-geral da ADA, Maria do Carmo Martins nesta terça, na sede do Banco, no Rio de Janeiro que há interesse em contribuir com os grandes projetos de desenvolvimento da Amazônia.

Após ouvir a explanação sobre o novo modelo de desenvolvimento que a ADA definiu para a região, Lessa prometeu complementar os recursos do Fundo Constitucional do Norte (FNO) que hoje é de R$800 milhões e do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) que para 2004 está orçado em R$560 milhões.

Maria do Carmo questionou a carência em infraestrutura que ainda persiste sobre a região e colocou o problema como um dos desafios que precisam ser superados a partir da parceria de grandes órgãos institucionais do governo e de todas as esferas de poderes. Lessa concordou com a política que a ADA vem implementando sobre os Arranjos Produtivos Locais (APL). O BNDES vai financiar a implementação do APL da fruticultura no Pará e demonstrou interesse em apoiar a estrutura da produção e exploração do açaí. do condomínio de produtores familiares da região nordestina do Estado. Segundo Maria do Carmo, para obter o financiamento, os produtores precisam apresentar o projeto à ADA para aprovação e encaminhamento ao Banco.

Além da complementação dos recursos do FDA e FNO e da produção de açaí, o BNDES também demonstrou interesse por três grandes setores econômicos da região: a exploração de jazidas de cassiterita e urânio da formação da Rocha Sã do município de Pitinga, no Amazonas. Lessa justificou que o minério tem potencial para a indústria nuclear capaz de elevar o Brasil de sexto para terceiro maior produtor desses minérios. O segundo interesse manifestado pelo Banco foi o aproveitamento das áreas degradadas do projeto Grande Carajás para plantação da cana-de-açúcar para a produção de álcool combustível. O Brasil lidera a tecnologia do uso de álcool em automóveis. O terceiro ponto apresentado pelo BNDES foi o aproveitamento e incentivo à indústria naval na região para carga, pesca e transporte de pessoas.

Os detalhes desta segunda audiência entre ADA e BNDES serão discutidos em maio, ainda sem data definida, desta vez não apenas com a ADA, mas com todas as agências de fomento da Amazônia. A pauta será os investimentos estruturais à região. Para Maria do Carmo a audiência conseguiu pleno sucesso, uma vez que a Amazônia ganhou um aliado indispensável para garantir o desenvolvimento sustentável que a região necessita. “Ao garantir a parceria do BNDES a ADA firmou o compromisso de planejar e articular mais desenvolvimento à região com grandes possibilidades de reduzir o atraso a que a Amazônia esteve submetido ao longo dos anos de ocupação”, afirmou.


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Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
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Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.