Área econômica do Estado terá nova estrutura, diz Alberto Góes

O governo do Amapá vai reorganizar toda a estrutura administrativa do Estado para a área econômica. A nova Secretaria Especial de Desenvolvimento Econômico, criada para coordenar, formular e implementar as políticas e programas de desenvolvimento econômico do governo, deverá funcionar aglutinando várias secretarias e órgãos, num núcleo que aproxime a área de meio ambiente ao setor primário com conexões no setor industrial, comercial, de serviços e turismo e área de pesquisas.

O anúncio foi feito pelo secretário especial de desenvolvimento econômico, Alberto Pereira Góes, ao setor empresarial na última terça-feira, 13, durante rodada de negócios que reuniu produtores lojistas e atacadistas. “Estamos começando um trabalho de reorganização da estrutura do governo para juntar num grupo de desenvolvimento econômico, o meio ambiente - que é a base da produção - o conhecimento técnico científico é que será direcionado para transformar essa base de produção, o setor primário (agricultura, pecuária, pesca e floresta) e a parte de transformação da indústria e o setor de serviços com o comércio e o turismo”, explicou.

Góes disse que o Estado deverá investir fortemente no desenvolvimento de conhecimento local, com o fortalecimento do quadro de técnicos e cientistas das instituições públicas. “Temos matéria prima, há mercado para os nossos produtos. Podemos vender in natura mas somos capazes de fazer a transformação agregando conhecimento técnico-científico, valorizando muito mais essa matéria-prima já como produto”, defende.

A intenção é que os produtos do Amapá sejam exportados com certificação de origem, atestando a sua qualidade. Para isso o Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Amapá (Ipem) será reestruturado, com a implantação de novos laboratórios, para que esteja apto a realizar testes de controle de qualidade. Uma nova sede do órgão já está planejada na zona norte de Macapá e deve ser construída até o final do ano.

“Com a integração desses órgãos estará formada uma cadeia que começa no desenvolvimento do conhecimento, desde a pesquisa básica até a pesquisa aplicada, para aplicação desse conhecimento no desenvolvimento de produtos, visando atingir um mercado que está sempre ávido por produtos ecologicamente corretos”, avalia Góes.

O novo secretário especial de desenvolvimento econômico também considera que a riqueza da a biodiversidade do Estado deva ser aproveitada em três frentes: Diretamente extraindo o produto para matéria-prima de exportação, ou então usando a matéria-prima em produtos tradicionais, transformando os recursos da biodiversidade com a aplicação de conhecimento técnico, agregando valor; e a última, de forma inovadora, vendendo a imagem dessa biodiversidade com o turismo.

“Estamos trabalhando cada vez mais forte, para implantar esse modelo. Temos, no Governo, a clara medida da hora, da forma e da intensidade com que o Estado deve entrar em alguma coisa para viabilizar uma ação da sociedade civil. Mais importante ainda é que tenhamos a sensibilidade de saber o momento certo de sair e deixar a iniciativa privada, a sociedade civil conduzir o seu caminho”.

Finalizando, o novo secretário diz que cabe ao governo criar as condições para o desenvolvimento, formulando os embasamentos legais e depois investindo em infra-estrutura que suporte as atividades produtivas para qual o Estado tem vocação. “Com isso esperamos aglutinar todas as forças de desenvolvimento”, sintetiza.


 


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Perau
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Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.