Tumucumaque poderá
estar aberto
ao público em 2006


Local: Brasília - DF
Fonte: IBAMA
Link: http://www.ibama.gov.br/



Macapá - O Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, na região noroeste do estado do Amapá, divisa com a Guiana Francesa, poderá receber visitação pública a partir de 2006. É o que prevê o responsável pelo parque, Christoph Jaster, a partir da Oficina de Plano de Manejo que está sendo realizada no município de Serra do Navio (AP) e que possibilitará o planejamento para a conservação da biodiversidade e manejo dos recursos naturais da Unidade de Conservação.

O Parque do Tumucumaque possui 38.670 Km2 (3,86ha). Sua área abrange
cinco municípios do Estado do Amapá (27% do território) e um do Pará, sendo maior do que a Bélgica (30.513km2) e praticamente do mesmo tamanho da Holanda (40.844Km2). O contorno do parque, com 1.750 Km, eqüivale praticamente a mesma distância entre Belém (PA) e Brasília (DF). Além das belezas cênicas o Tumucumaque possui em seu interior inscrições rupestres de tribos indígenas antigas e as principais nascentes do Estado do Amapá.

Segundo Jaster, entre os problemas da Unidade são a pressão antrópica (ação humana), realizada através de turismo informal, caça e pesca, pistas de pouso clandestinas e, principalmente, a ação ilegal de garimpeiros. Na zona de amortecimento, no entorno da unidade, os principais problemas detectados pelos analistas ambientais do Ibama são o tráfico e biopirataria, agricultura de subsistência, ocupações irregulares e, ainda, a existência de uma comunidade de aproximadamente 120 pessoas no limite do parque, divisa com a Guiana Francesa - a Vila Brasil.

Oficina - A Oficina de Plano de Manejo acontece até a próxima terça-feira (20/04) em Serra do Navio. Trata-se de um processo interativo pelo qual os analistas vão construindo a ação, propondo a organização, orientações e diretrizes para iniciar o plano de manejo. "Esta oficina, já em seu segundo módulo, é uma etapa fundamental para se construir o processo de plano de manejo para as Unidades de Conservação federais no Amapá, com prioridade para os parques do Tumucumaque e Cabo Orange, e para a Reserva Biológica Lago Pirituba", afirma o gerente executivo do Ibama no Amapá, Edivan Barros Andrade.

Durante a abertura da oficina, nesta terça-feira (13/04) foi feita uma apresentação sobre os problemas e potencialidades do Parque do Tumucumaque. A partir desta quarta-feira estarão sendo tratados temas como: contextualização das unidades de conservação; zona de amortecimento; clima, geologia, geomorfologia, solos, espeleologia e hidrografia; aspectos sócio-econômicos, culturais e históricos; a questão indígena; aspectos institucionais; pesquisa e monitoramento; integração do entorno; estratégia de proteção; uso público e educação ambiental; objetivos do manejo; zoneamento e alternativas de desenvolvimento. No Sábado será realizado um trabalho de campo onde os analistas que participam do evento poderão ver na prática as situações que encontrarão no dia-a-dia.

Segundo Edivan Andrade, a partir do momento que ficar pronto, o Plano de Manejo consistirá em um documento que permite explicar à comunidade o que pode e o que não pode ser feito. "Isso vai possibilitar um maior desenvolvimento e inclusão social em toda a região das Unidades de Conservação, permitindo uma melhor qualidade de vida para as populações do entorno das UCs".

O gerente valorizou o empenho que a Diretoria de Ecossistemas (Direc) do Ibama tem tido no sentido de capacitar os técnicos para dar resposta às necessidades das Unidades de Conservação, no que toca ao atendimento à sociedade e suas demandas. "Com isso as pessoas começam a perceber que o funcionamento das UCs, ao contrário de ser um entrave, é uma oportunidade para o desenvolvimento do estado", conclui.

Participaram da solenidade de abertura da Oficina de Plano de Manejo o prefeito de Serra do Navio José Maria Queiroz Ferreira, vereadores, representantes do poder público estadual, empresários da região, ONGs e representantes da sociedade civil.


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Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.