Alcy Araújo será homenageado em Semana Literária

Leide Vonlins

Depois do sucesso da Semana Nelson Rodrigues e como parte do projeto de realizar eventos literários de forma periódica, o produtor Renivaldo Costa anuncia para o segundo semestre deste ano a realização da Semana Alcy Araújo.

O evento vai acontecer no Teatro das Bacabeiras e pretende homenagear um dos grandes expoentes da Literatura Amapaense, o poeta Alcy Araújo.

Segundo Renivaldo Costa, a idéia de realizar a homenagem se deve ao grande fascínio que sempre teve pela obra do poeta. “Considero Alcy um dos escritores mais completos da nossa Literatura. Infelizmente, pouco se fala dele nas escolas”.

A proposta de Renivaldo é realizar exposições de fotos, venda de livros e montagem de alguns de seus textos. Ele também convidou alguns compositores que mostraram interesse em musicar textos de Alcy, o que depende apenas de uma autorização da família, que detém os direitos autorais sobre a obra.

Mas a idéia é transpor fronteiras e, por isso, depois do evento no Bacabeiras, Renivaldo quer organizar exposições itinerantes pelas universidades como forma de despertar o interesse de acadêmicos pela obra de Alcy.

História

Jornalista e escritor paraense, Alcy nasceu em Igarapé Açu em 7 de janeiro de 1924, e faleceu em Macapá em 22 de abril de 1989. Chega ao Amapá em 1953, depois de trabalhar em vários jornais do Pará por 12 anos, e fixa residência, desenvolvendo intensa atividade artística, cultural e jornalística, com artigos diários em jornais e emissoras de rádio.

Em 1953 casa-se com a professora Delzuite Carvalho, tendo quatro filhos (Alcione, Alcinéa, Alcy Filho e Alcilene). Admitido a partir de 1943 no quadro dos funcionários do governo do Amapá, com a função de redator, exerce vários cargos na administração pública. Trabalhou em quase todos os jornais do Amapá, e por longos anos na Rádio Difusora de Macapá, chegando á direção da emissora. Em 1970 divorcia-se da professora Delzuite, e casa-se com Maridalva Rodrigues dos santos, nascendo as filhas Astrid, Aline, Aldina e Adriane.

Foi vencedor, em 1969, do I Festival Amapaense da Canção, com a música “Canção Anti-Muro”, em parceria com Nonato Leal. Compôs vários sambas de enredo para a Embaixada de Samba Cidade de Macapá, Maracatu da Favela e outras escolas.

Escreveu: Amapá 1968 (monografia); Amapá, Verde Território da Esperança (crônica); Autogeografia (crônica e poesia); Jardim Clonal (poesia) e Poemas do Homem do Cais (Poesia).



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Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.