Fórum que irá discutir questão
racial nas escolas públicas
inicia na terça-feira

Confirmada para terça-feira, 15, a abertura oficial do “Fórum Estadual Educação e Diversidade Étnico Racial”. A programação ocorrerá durante três dias no auditório do Museu Sacaca, em Macapá. Participam do evento diretores de escolas públicas, educadores, professores, prefeitos, representantes de secretarias municipais de educação e de Organizações não-governamentais (ONGs) que trabalham as questões afro-descentes no Estado.

A programação começará às 18h, no Museu Sacaca. No primeiro dia haverá uma mesa redonda sobre o tema “Raça, Gênero e Educação” e a apresentação cultural da Companhia de Dança Afro Baraca.

A coordenação do evento é da Secretaria e Diversidade Étnica Racial, do Ministério da Educação (MEC); da Divisão de Ensino Médio (DIEM) e Divisão Técnica Pedagógica (DITEP), da Seed. O Fórum Estadual terá a presença de Elizabeth Barthollo Nery, técnica do Ministério da Educação; Maria Auxiliadora Lopes, sub-coordenadora para as Comunidades Quilombolas e Eliane Cavalleiro, coordenadora-geral do Fórum no Brasil. As três atuarão como palestrantes no evento.

No Amapá, o Fórum Estadual é coordenado pela professora Cristiane Alves Barbosa, chefe da Divisão de Ensino Médio da Secretaria de Estado da Educação (Seed).

O objetivo central do Fórum é divulgar e discutir a implementação da Lei 10.639/03, em consonância com a Lei 9.394/96, artigo 26 A, que trata especificamente de temas relativos à questão do negro, inclusão da etnia e contribuição nas áreas social, econômica e política. “A proposta”, diz Marta Rosângela Costa dos Santos, técnica da Divisão de Ensino Médio da Seed, “é promover a troca de experiências que levem à superação dos preconceitos e à realização de uma pedagogia anti-racista no sistema educacional”.

Ela anunciou que durante o Fórum serão discutidas propostas de melhoria das condições de permanência do jovem negro na escola; de articulação e fortalecimento da rede de professores que trabalham com a temática das relações raciais e de levantamento das expectativas dos professores em relação ao jovem negro no sistema escolar.

Marta Santos ressaltou que é proposta do Governo do Amapá a instituição do Fórum Permanente sobre a Questão Racial e o Ensino no Amapá. Esse Fórum terá representantes de instituições públicas e de organismos da sociedade civil organizada.

Os principais temas a serem debatidos no “Fórum Estadual Educação e Diversidade Étnico Racial” são “Os Direitos Humanos: Raça, Gênero e as Políticas Educacionais”; “Experiências de Promoção da Igualdade Racial - Identidade e Auto-Estima, Opções, Projetos Possíveis e Futuros”, “Concepção de Mundo Africano e Aspectos Didáticos e Metodológicos do Ensino da História da África”. No Amapá, o Fórum Estadual sobre a questão racial recebe apoio do Governo do Estado, Banco do Brasil (BB) e da Faculdade de Macapá (Fama).

MAIS INFORMAÇÕES PELOS TELEFONES: 212- 5109/ 5124/ 9112- 2492/ 9117- 6810.

Edy Wilson Silva

 





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Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.