Sexta-feira tem projeto Cantoria no Teatro das Bacabeiras

Fortalecer o intercâmbio já existente entre os artistas dos estados da Amazônia. Esse é o objetivo do projeto Cantoria, que terá sua primeira etapa realizada nesta sexta-feira, 16, a partir das 21 horas, no Teatro das Bacabeiras. Farão parte dessa etapa os cantores Sérgio Souto (Acre), Enrico Di Micelli e grupo Senzalas (Amapá) além de Patrícia Bastos, que fará participação especial. O ingresso custa R$ 10.

Segundo Venilton Leal, um dos idealizadores do Projeto Cantoria, esse é o primeiro de uma série de encontros que irão acontecer no Amapá e, “quem sabe, futuramente ultrapassar barreiras indo para outros estados da federação. Com isso, pretendemos aliar o maior número possível de artistas dos mais variados segmentos culturais da Amazônia, como artistas plásticos, dançarinos e poetas num único evento”.

A noite será recheada de surpresas. Sérgio Souto, que possui oito discos gravados, tem cerca de 23 anos de estrada. Suas composições são marcadas por poesias que cantam o universo amazônico.

Enrico de Micelli é músico e compositor amapaense. Tem inúmeras canções conhecidas dentro e fora do estado, e já venceu vários festivais.

O grupo Senzalas é composto por Amadeu Cavalcante, Val Milhomem e Joãozinho Gomes, todos artistas do Amapá com renome nacional. O Senzalas já foi considerado “a síntese da evolução dos ritmos e tradições folclóricas do Amapá”. O grupo gravou os CDs “Senzalas”, “Planeta Amapari” e “Brasil 500 Anos de Groove 2000”, todos também lançados na Europa. Este ano, com apoio da Fundação Estadual de Cultura do Amapá (Fundecap), o grupo volta a realizar na União dos Negros do Amapá (UNA), às quintas-feiras, uma grande festa com muito batuque a marabaixo.

No mais, a cantora amapaense Patrícia Bastos é dona de uma das mais belas vozes da Amazônia. Ela começou a carreira aos 17 anos. De lá para cá, já recebeu inúmeros títulos, dentre eles: o de primeiro lugar em 1997, no I Festival Amapaense da Canção (Femac) e em 2000, no Festival Internacional de Goiás (III Fest Sinhá).

HARACELI THAMARA

 

 


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Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.