Programa Via Design oferece
alternativas em consultoria no Amapá

Denyse Quintas

No dia 07 de agosto, o programa Via Design do SEBRAE/AP iniciou uma nova fase de suporte em Design, visando a melhoria do Design e da qualidade dos produtos do artesanato regional.


O Gestor do programa e designer, Cristiano Sales de Oliveira, atendeu a demanda dos artesãos associados na UNA - União dos Negros do Amapá na própria sede do SEBRAE, que buscavam uma assessoria direta de um profissional que pudesse orientar, sugerir e avaliar o seu artesanato, oferecendo novas perspectivas e alternativas para inovar e adequar os produtos ao mercado interno, preparando-os melhor para atender ao mercado externo.


Participaram dessa atividade 08 artesãos que trabalham com fibras, sementes, tecido e resíduos de mármore, o que tornava a avaliação mais complexa, pois cada caso tinha suas próprias peculiaridades, tanto de técnicas, como de processos.


Numa primeira análise, o gestor pôde identificar uma série de problemas que existiam e interferiam negativamente na qualidade do produto como: falta de maquinário específico, produção isolada, matéria prima inadequada, desconhecimento e visão sobre Design, cópia da cópia, fornecedores com pouca variedade de insumos, dentre outros.

Todos esses aspectos foram amplamente discutidos na avaliação, onde os artesãos ali presentes puderam meditar sobre outras questões, não somente o produto, mas outros fatores que permeiam a produção de cada um, como a cooperação que possibilita a participação coletiva na resolução de problemas, o atendimento as suas necessidades e troca de experiências, promovendo a ajuda mútua e o crescimento de todos.

Segundo o Design, Cristiano Oliveira, "os artesão não percebiam que isso interferia no produto, e começaram a ver que exercitando uma visão sistêmica sobre o problema, as causas que interferem na qualidade do produto poderiam ter mais controle. E eles podem. Isso foi despertado na maioria que ali estava".

O Design é também uma ferramenta que estimula a observação, um olhar diferente sobre tudo que está em volta, o simples, para alguns, está tão longe de ser percebido, que acabamos enveredando por dificultar ainda mais as soluções, pelo fato de não enxergarmos mais o que nos é familiar.

O Design resgata o olhar puro da infância, quando tudo parece ser novo, bonito e misterioso. O artesão para gerar novos produtos, precisa desprender do comum, do óbvio, do que todos fazem; e extrapolar seus limites para o que a natureza e as ruas oferecem gratuitamente. Será um bom começo, se começarmos a observar com mais curiosidade as nossas ruas, os nossos bichos, as nossas matas.



Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
Deliciosos.
0XX96 224 1491


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433

Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.