Jader Souza: Um pedaço do
caminho de um campeão


Jader e Coaracy Nunes, presidente
da Confederação Brasileira de Natação

Num estado de tão pouca tradição na preparação para o esporte de competição, a vida do nadador Jader de Souza seguiu o caminho das dificuldades naturais e mais algumas que as pessoas insistem em criar.

Ainda menino, com oito anos de idade, Jader foi levado ao Complexo Esportivo Capitão Euclides para praticar natação.

Aos poucos foi se destacando entre sua turma e depois de algum tempo despertou a atenção dos professores, especialmente a diretora de assuntos didáticos, Maria das Graças, a professora Dorica, coo é mais conhecida. E Jader foi crescendo e nadando, e se destacando.

O tempo passou, já ninguém duvidava de que Jader Souza era um talento indiscutível que se perderia, caso não tivesse apoio para ser lapidado.

As vitórias

Já adolescente Jader passou a disputar provas estaduais e nacionais, se destacando em todas elas. Então chegou o tempo das conquistas mais expressivas, convocação para seleções brasileiras, e Jader se encontrou diante de uma barreira: ou encontrava quem o apoiasse, ou em breve teria de encerrar a carreira por não ter como evoluir dentro do esporte. Foi então que a mesma professora Dorica chamou a atenção do diretor do DDL- Departamento de Esporte e Lazer do Governo do Estado, professor Aroldo Nina da Costa, que levou o problema ao então governador Capiberibe que autorizou a busca de uma solução.

A criação de um projeto denominado "Fábrica de Talentos", que se destinava descoberta de vocações esportivas foi o caminho. O projeto tinha três gerências e uma foi dada a Jader Souza, à título de patrocínio. Jader pode então continuar seus treinamentos.

Quando assumiu o governo, em abril de 2002, a professora Dalva Figueiredo substituiu os gerentes de projetos do DDL e Jader Souza foi um deles. Para que o jovem nadador não ficasse sem condições de treinar e seguir sua carreira, a então deputada estadual Janete Capiberibe o colocou no seu quadro de assessores, onde ficou até que a governadora Dalva Figueiredo recuasse de sua decisão anterior, fazendo Jader retornar à uma das gerências da "Fábrica de Talentos".

Quando o governador Waldez Góes assumiu, todos os ocupantes de gerências de projetos foram exonerados e mais uma vez o nadador foi no meio. Mas aí a força da imprensa, usada de modo correto, prevaleceu. A TV Amapá levantou a questão com muita severidade, mostrou as dificuldades que o nadador vinha enfrentando e transformou um assunto local em nacional, com a repercussão dada pela TV Globo. E valeu a pena porque em maio passado foi encontrado o caminho legal para que o atleta passasse a ser patrocinado pela Caesa- Companhia de Água e Esgotos do Amapá, o que lhe deu tranqüilidade para se preparar para o Pan. E a medalha veio como conseqüência natural dessa preparação. Mas como é difícil d estrada de um campeão. Em tempo: o jovem campeão continua estudando. Foi aprovado no vestibular e vai estudar fisioterapia em uma faculdade de Brasília. ( Antonio Corrêa Neto)


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Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.