Ibama define o período de defeso da piramutaba
nos rios Amazonas e Pará

Local: Brasília - DF
Fonte: IBAMA
Link: http://www.ibama.gov.br/

Brasília - A pesca de arrasto da piramutaba (Brachyplatystoma vaillanti) na foz dos rios Amazonas e Pará ficará proibida a partir do dia 1º de outubro até o dia 15 de dezembro deste ano. Durante o período, a região recebe com maior intensidade indivíduos jovens dessa espécie considerada economicamente uma das mais importantes da Costa Norte. Com uma produção anual de cerca de 20 mil toneladas/ano, a importância econômica e social da piramutaba na região perde apenas para a do camarão. A pesca de arrasto representa cerca de 70 por cento da produção de piramutaba no estuário.

A Instrução Normativa que regulamenta o período de defeso da piramutaba não inclui a pesca artesanal feita com rede de malhar. De acordo com o coordenador-geral de Gestão de Recursos Pesqueiros do Ibama, José Dias Neto, a exclusão é para resguardar as famílias que sobrevivem da pesca em
pequena escala na região. Segundo ele, essas famílias não sobrevivem exclusivamente da pesca da piramutaba e já utilizam redes com tamanho de malha adequado que evita a captura dos peixes jovens. Também não seria justificável do ponto de vista técnico proibir a pesca artesanal em parte
do estuário e deixá-la ocorrer livre na calha do rio.

José Dias esclarece que as áreas sugeridas pela Federação dos Pescadores do Estado do Pará para o defeso serão estudadas tecnicamente de modo mais profundo no Grupo de Trabalho que o Ibama deverá criar ainda este ano para revisar em 2004 toda a regulamentação sobre a pesca da piramutaba na região Norte.

O grupo terá participantes do Ministério do Meio Ambiente, Ibama/Cepnor, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia-Inpa, Fundação Universidade da Amazônia, Museu Emílio Goeldi, Federação dos Pescadores e Movimento dos Pescadores.


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Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
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Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
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Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
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Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
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Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.