JUSTIÇA CONDENA NOVAMENTE ACUSADOS DE CHACINA

A Justiça confirmou a condenação dos acusados da chacina da família Magave. O julgamento de três dos cinco acusados começou as nove horas da manhã da ultima terça feira dia 14 e terminou as quatro horas e dez minutos da manhã de hoje na Vila de Clevelândia do Norte, distante a sete quilômetros de Oiapoque.

O acusado Alfredo Barata Lobato foi condenado a 63 anos de reclusão em regime fechado pelo crime praticado contra as vitimas Nair Viera de Casto, Alcides de Castro Magave, Osmar de Castro Magave, Iracy de Castro Magave e Áurea de Castro Magave. Além da condenação pelos homicídios, o réu recebeu ainda pena por ocultação de cadáver ficando assim com a pena definitiva de 66 anos e 06 (seis) meses de reclusão em regime fechado. Na análise dos autos do processo a culpabilidade do réu foi considerada de grau intenso, uma vez que agiu num local onde as vitimas trabalhavam para tirar seu sustento . Ainda nos autos do processo, o réu foi considerado uma pessoa de personalidade fria e calculista.

O réu Orival Quaresma Ferreira , o “Sereia” foi condenado também a 63 anos de reclusão pela morte das cinco vitimas e mais a condenação por ocultação de cadáver acumulando a pena de 66 anos e 06 (seis) meses de reclusão em regime fechado . Nos autos do processo, as circunstâncias foram desfavoráveis ao réu por vários fatores, um deles, porque o mesmo praticou o crime num lugar onde dificilmente as vitimas conseguiriam socorro. Orival Quaresma Ferreira, também foi considerado nos autos uma pessoa de personalidade fria e calculista .

Já o réu Ronaldo Santiago da Costa recebeu a sentença de 51 anos de reclusão pela participação na chacina e mais a pena de ocultação de cadáver ficando assim com a pena definitiva de 54 anos e 02 (dois) meses de reclusão em regime fechado.

Os réus já haviam sido condenados pela Justiça e foram levados a novo julgamento a pedido da defesa, já que no primeiro júri cada um deles foi condenado a mais de 20 anos de reclusão.

A sentença foi proferida pelo Juiz Paulo Cesar do Vale Madeira, titular da Comarca do município de Calçoene e que presidiu o tribunal do júri em Oiapoque.
No Ministério Público atuaram na acusação os promotores, Afonso Guimarães e Afonso Pereira.

O outro acusado de participação na chacina Gilberto Rodrigues da Silva, o “Goiano” foi assassinado dentro do complexo penitenciário.
O forte esquema de segurança envolvendo policiais civis, militares e do exercito garantiu o clima de tranqüilidade no julgamento.
O crime, que ficou conhecido como a “chacina da família Magave” teve repercussão internacional.

Assessoria de Imprensa TJAP
Data : 16.10.03

 


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Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
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Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
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Perto ou em volta de alguma coisa
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Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
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Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
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Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
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Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
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Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
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Madeira preta, gente grossa mal educada.