Waldez Góes fala de administração
pública, segurança e política

Na entrevista coletiva à imprensa onde anunciou a contratação de 600 novos servidores públicos para o Estado, o governador Waldez Góes (PDT) respondeu a outros questionamento dos jornalistas diferentes do tema que estava agendado. O governador falou sobre questões gerais do funcionalismo, relacionamento com a prefeitura de Macapá e a eleição para a nova Mesa diretora da Assembléia Legislativa.

Um resumo dos principais pontos abordados:

PERGUNTA:Como fica a situação dos servidores do antigo Ipesap?

WALDEZ GÓES - Eu prometi dar encaminhamento ao problema de forma definitiva, mas você há de convir que em menos de duas semanas não podemos decidir sobre todas as questões pendentes. Garanto, porém, que o governo está trabalhando essa questão e em breve teremos um posicionamento sobre a situação.

PERGUNTA: Qual o impacto dessas novas contratações na folha de pagamento do Estado?

WG - Cerca de 2,26 por cento. Mas garanto a você que isso não vai trazer nenhum problema de gerenciamento da folha de pagamento. Nós ainda teremos a abertura de empregos diretos no Estado, mas ficará tudo sob controle. No ano passado a folha de pagamento ficou em média 28 milhões mensais e deve se manter entorno disso ou um pouquinho acima. Tem outros gastos que deverão ser evitados pelo nosso governo e com a possibilidade de gerar muito mais empregos do que vinha gerando.

PERGUNTA: Existe previsão de contratação de pessoal na área da educação ainda neste semestre?

WG - Na educação nós vamos continuar trabalhando com o sistema que encontramos. As aulas já começam no dia 27 de janeiro. Esse tempo não nos dá condições de tomar qualquer outra providência que não seja a que estamos fazendo. Vamos retomar os contratos com entidades que têm professores que trabalham para o Estado e nos Caixas Escolares que contratam mão-de-obra para serviços na escola. Não dá pra pensar em outra coisa porque as aulas devem começar já.

PERGUNTA: E as gerências criadas pela administração anterior, vão continuar?

WG - Existem gerências que não têm tempo pra encerrar, como por exemplo, gerências que trabalham em função do relacionamento Estado com O Bird (Banco Mundial), outras com o PPG-7 (Programa de Proteção de Florestas Tropicais), outras com o Conselho de Meio Ambiente, etc. Portanto essas são gerências que têm vida duradoura. Mas a grande maioria das gerências tinham prazo previsto até dezembro. Então, eu não acabei com nenhum gerência. Vamos manter as gerências que justificam sua existência e verificamos aquelas que tiveram prazo até dezembro, mas que devem continuar para não prejudicar o serviço público. Claro que, em alguns casos, diminuímos o número de pessoas que não justificavam sua contratação. Mas quero acentuar que 90 por cento delas foram extintas no dia 31 de dezembro.

PERGUNTA: Que projetos do PDSA o senhor pretende retomar?

WG -Eu assumi compromissos de campanha para dar continuidade a todos os programas que foram implementados anteriormente e que estão dando certo. Resgatar, inclusive, alguns que estiverem paralisados e que poderão ser para o bem da comunidade. Eu tenho uma postura, segundo a qual, todo governador que assume o cargo deve prosseguir com programas bons, recuperar bons programas que não tomaram a dimensão necessária e incrementar novas idéias. Sempre parti desse princípio. E entre esses programas posso anunciar o Bolsa Família Cidadã, que não só vou dar continuidade como vou ampliar o número de beneficiados. E aqui é bom lembrar que o mês de dezembro não foi pago. Estamos nos empenhando para pagar, ainda neste mês de janeiro, cerca de 13 mil beneficiados.

PERGUNTA: O senador Capiberibe anunciou esta semana a sua promessa de apoiar o prefeito João Henrique, na sua reeleição. A informação procede?

WG - Não tratamos de eleição e sim de compromissos de campanha com as administrações municipais. E isso é tão forte que ainda este mês de janeiro deverei encaminhar à Assembléa Legislativa o projeto de criação do Fundo de Desenvolvimento Municipal. Serão 52 milhões de reais destinados a programas que desenvolveremos nos municípios. Esse é o grande compromisso nosso, não só com a prefeitura de Macapá, mas com todos os municípios do Estado. Eu sempre disse na campanha que a vida acontece nos municípios e os problemas, por sua vez, estão nos municípios. Sou um governador municipalista porque tenho essa visão. Ainda neste inverno vamos ter uma ação muito forte com a prefeitura de Macapá, em nome do povo de Macapá e com todas as prefeituras que assim desejarem. Foi isso que nós tratamos. É do conhecimento público esse compromisso meu, como governador, com o povo de de Macapá e com o prefeito João Henrique. E nós vamos honrar independentemente de quaisquer relações partidárias ou questões eleitorais do ano que vem. Nunca discutimos nada sobre apoio político partidário com o João Henrique. O que está estabelecido são os compromissos que temos com a população. E Macapá conta com um parceiro, porque eu sou esse parceiro.

PERGUNTA: Como fica a integração da Polícia Militar e a Polícia Civil?

WG - Integração é um orientador estratégico do governo. E isso nós iremos perseguir. Primeiro estamos solicitando o esforço pessoal de cada gestor, colocar isso dentro de si e fazer parte da sua cultura. Nas polícias isso exige ainda muito mais rapidez. Ou se tem realmente o sistema integrado de segurança pública ou então teremos, cada vez mais, dificuldades de prestarmos um bom serviço de segurança pública à comunidade. Já encontrei um sistema estável , que é o SISP (Sistema Integrado de Segurança Pública), e a nossa decisão política é fortalecer verdadeiramente a ação do Sisp, para que todos os setores da segurança pública, estejam realmente trabalhando integrados. E já é do conhecimento das instituições esta nossa posição. Entendo que com essa decisão estaremos fortalecendo o sistema.

PERGUNTA: Como fica a posição do governador com relação às eleições para presidente da Assembléia Legislativa?

WG - Isso é uma discussão que está sendo mantida pelos deputados, não estamos nos envolvendo nisso e deixando que eles cheguem a um entendimento e vejam o que é melhor. Tanto nas relações com a AL quanto com os demais Poderes, todos conhecem a minha posição. Eu sempre fiz questão de relatar que é um novo momento para a AL. A sociedade e a imprensa têm acompanhado de perto. E os deputados têm dado um gesto de compreensão com as mudanças que queremos empreender. Vários programas já foram incluídos no orçamento, como o Fundp do Desenvolvimento Municipal, programa Luz para Quem Precisa, a Residência Médica no Estado e o futuro programa de Mestrado em Medicina, para que possamos honrar o compromisso da Faculdade de Medicina além de um programa de Habitação. São várias questões que a Assembléia, nas pessoas dos parlamentares que me dão apoio, ajustaram para que ainda este ano possamos honrar compromissos de campanha. Mesmo com toda essa dificuldade financeira e com esse procedimento que eles estão demonstrando, acreditamos na maturidade da condução do processo de eleição da mesa diretora.

PERGUNTA: Quanto tempo o Estado levará para cumprir a orientação da ONU de manter um policial para cada mil habitantes?

WG - Olha, o contingente previsto para o Amapá é de 5.326 policiais. Eu recebi a PM com 2.310, que significam 43,3 por cento desse efetivo previsto. Com a nova convocação estamos indo para 49 por cento. Digamos 50 por cento do previsto do efetivo para o Estado. Ou seja, chegamos a 2.654 policiais.

PERGUNTA: Está confirmada a construção de um Centro Integrado de Segurança Pública (Ciosp), no Oiapoque?

WG - Eu sempre defendi que fossem construídos, pelo menos em Macapá, três Ciosps para serem inaugurados ao mesmo tempo. Essa seria a tese correta. Mas já recebemos o Estado com um implantado e funcionando com dificuldades. Até onde eu conheço o próprio prédio não comporta a concepção devida da instituição. É preciso fazer um ajustamento naquele prédio. E nós vamos melhorar o atendimento em vários aspectos, inclusive, garantindo a presença de um defensor público durante 24 horas. Queremos essas melhorias, mas queremos urgentemente trabalhar na construção de novos Cíosps, em Macapá, em Santana e no Oiapoque. Espero que ainda este ano consigamos empreender esse projeto.


Nota de transcrição: Segundo informou na oportunidade o secretário da Seinf, Gervásio Oliveira, a partir desta quinta-feira a obra será iniciada, no valor 2 milhões e 100 mil reais, num prazo de 11 meses.

E o secretário de Segurança, Éder Abreu, acrescentou que um outro Ciosp já está sendo construído aqui, na capital.


Leal Di Souza




 

 


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Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
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Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
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É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
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Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
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Perto ou em volta de alguma coisa
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Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
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Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
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Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.