Biomassa na Amazônia freia aquecimento global

Local: Londres - ex
Fonte: BBC
Link: http://www.bbc.co.uk/

A taxa de crescimento das árvores em áreas primitivas da Amazônia acelerou substancialmente nas últimas décadas, ocasionando um aumento da biomassa (matéria viva), de acordo com um estudo publicado nesta quarta-feira.

Isso teria auxiliado, segundo os cientistas, a diminuir um pouco o ritmo do aquecimento global, já que a biomassa ajuda a limpar o dióxido de carbono (CO2) do ar.

As conclusões estão no jornal científico da Royal Society, centro de Ciência da Grã-Bretanha, que, na edição deste mês, publica 17 estudos sob o tema Mudança Atmosférica Global e Florestas Tropicais.

Segundo os pesquisadores, ainda há discussões sobre as causas que levaram a essa alteração na biomassa.

Mas eles apontam alguns fatores que podem ter contribuído para isso: o aumento da concentração de CO2 na atmosfera e da temperatura na superfície, além de mudanças nos raios solares.

Lado negativo

Yadvinder Malhi, professor da Universidade de Edimburgo e um dos co-autores do estudo, salienta, no entanto, que esse aumento da biomassa não significa apenas boas notícias.

"Isso não é, necessariamente, uma coisa boa para a floresta pois há maior competivividade entre as plantas por nutrientes e a biodiversidade pode diminuir", explicou.

O professor Oliver Phillip, da Universidade de Leeds, que também trabalhou na pesquisa, destaca que o aumento da biomassa poderá ser revertido nas próximas duas décadas como efeito do desflorestamento e do aquecimento global.

Embora o aquecimento global tenha sido freado, ainda que modestamente, os cientistas dizem ter constatado que as florestas tropicais registraram um aumento de 0,5º C nos últimos 20 anos.

Eles alertaram que há uma expectativa de que ocorra uma alta de 3º C a 8º C até o final do século, tendo implicações perigosas para as florestas, o clima na Terra e os seres humanos.

El Niño

Enquanto algumas florestas estão registrando um aumento da biomassa, outras estariam sendo destruídas devido a uma combinação de pressões climáticas e da interferência dos homens.

Dois estudos relatam como a combinação das mudanças de temperatura e do desflorestamento deixam as florestas mais vulneráveis às queimadas.

O brasileiro Carlos Peres, da Universidade de East Anglia e co-autor de um
dos estudos, concluiu que o fenômeno El Niño e o desflorestamento deixam o solo das florestas mais seco e, portanto, aumentam o risco de queimadas.

Todos os cientistas concordam que existe uma urgência na necessidade de
implementar ações de conservação e criar corredores florestais para dar a algumas espécies a chance de se mover à medida que o clima muda.

"Essa pesquisa mostra que a conservação das florestas tropicais restantes
precisará levar em conta as novas pressões que a mudança atmosférica global está tendo nas florestas. No século 21, estamos nos direcionando a uma atmosfera feita pelo homem e a uma situação climática que não foi experimentada pela Terra por, no mínimo, 20 milhões de anos. Estamos profundamente preocupados como esses ecossistemas vão responder a essas mudanças", afirmou Malhi.


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Perau
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Timbó
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Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.