Artistas entregam manifesto
ao presidente da
Fundação de Cultura do Estado.

Nesta segunda-feira 16, o presidente da Associação dos Músicos e Compositores do Amapá (AMCAP), Zé Miguel, encaminhou ao presidente da Fundação Estadual de Cultura do Amapá (Fundecap), uma carta-manifesto apelando à sensibilidade de Joel Borges para a situação de abandono sofrida pela categoria no estado.

Entre os assuntos citados na carta, refere-se Zé Miguel:

1- O não pagamento de serviços prestados por nossos associados a esta instituição durante o exercício anterior;

2- Os prazos excessivamente prolongados para o pagamento das atividades culturais praticadas já no exercício atual;

3- A falta de espaço para muitos de nossos associados nos eventos realizados por esta instituição;

4- A falta de valorização de grandes expressões da nossa música, que estão recebendo propostas de cachês que chegam a ser humilhantes por parte da assessoria desta instituição;

5- O tratamento anti-profissional adotado por esta mesma assessoria na relação com vários de nossos associados.

No documento que contém três páginas, a AMCAP faz uma análise de cada item citado acima.

A finalidade, é a de tentar sensibilizar a FUNDECAP e se possível resolver a questão dos artistas de forma pacífica e democrática dando ciência ao governo do estado as reivindicações que são justas por parte dos artistas. Só para se ter uma idéia, a Banda Negro de Nós que deve ao governo do estado, corre o risco de ficar sem seus instrumentos, justamente por não ter recebido o que o governo lhe deve.

Um documento de teor diferente, mas de objetivo idêntico, será encaminhado para o prefeito João Henrique, no que tange à liberação da praça Beira Rio para a música ao vivo. Cabe aqui lembrar que na administração Barcellos quando se tentou proibir a música, apenas um fax encaminhado ao gabinete do prefeito sensibilizou-o “de modos que” no dia seguinte a praça estava livre para os artistas trabalharem. Na atual administração, o prefeito João Henrique abandonou as negociações, deixando os artistas à ver navios em frente ao rio Amazonas.
(Chico Terra - Assessor de Comunicação Social da AMCAP)


Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
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Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
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Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.