Biscoito de castanha-do-Brasil
chega às
escolas públicas de Santana

A Secretaria de Estado da Educação (Seed) estará recebendo a primeira remessa de biscoito de castanha-do-Brasil para as escolas da rede pública estadual. A remessa é resultado de um contrato assinado em agosto deste ano entre o governo do Estado e o Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS). A entrega simbólica acontecerá na segunda-feira, 15, na Escola Estadual Francisco Walcyr Lima, bairro Nova Brasília, município de Santana, às 17h.

BISCOITO - Joaquim Correa de Souza Belo, presidente do CNS, ressaltou que a solenidade marca a entrega inicial de 600 quilos de biscoito. Segundo ele, o contrato estabelece a compra mensal de aproximadamente 2,5 mil quilos de biscoito de castanha-do-brasil. Conforme o acordo, o fornecimento do produto por parte do CNS ocorrerá até o mês de dezembro deste ano. O presidente do CNS garantiu que além de Santana, o acordo assinado prevê o abastecimento de escolas da rede pública estadual dos municípios de Macapá e Laranjal do Jari. O biscoito de castanha-do-brasil é produzido pelos castanheiros da Cooperativa Mista dos Trabalhadores Agro-Extrativistas da Reserva do Rio Iratapuru (Comaru).

INTERMEDIAR- Joaquim Belo ressaltou que o papel do Conselho Nacional de Seringueiros é intermediar a compra do biscoito, haja vista que a Comaru ficou impedida de assinar o contrato porque a Cooperativa ainda está inadimplente com o Governo do Estado. Belo, que nasceu em Mazagão Velho, foi o primeiro amapaense a assumir a presidência do CNS no Brasil.

Para a secretária de Estado da Educação, Maria Vitória da Costa Chagas, o contrato incentiva as escolas a oferecerem aos alunos merenda regionalizada e, sobretudo, evita que tais escolas enfrentem eventualmente a falta de merenda escolar.


EDY WILSON SILVA


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Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.