População entrava programa de
combate à dengue na capital.

A população de Macapá está se transformando no principal entrave para as equipes que trabalham na prevenção e combate à dengue. O esforço conjunto do Governo do Estado e Prefeituras que estão atuando em parceria com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), está sendo comprometido porque em pelo menos em 12% das residências os agentes não estão obtendo permissão para entrar em busca de focos do mosquito Aedes Aegipt e nem tampouco repassar as orientações necessárias.

De acordo com o major Ademar Rodrigues dos Anjos, relações públicas do Corpo de Bombeiros, as estatísticas da doença no Estado continuam alarmantes. “Somente a aplicação do fumacê não resolve o problema. Se os agentes não exterminarem os focos de larvas, não adianta nada”, afirma.

De acordo com as autoridades públicas, o surto da dengue se concentra em Macapá e Santana. De janeiro a agosto foram notificados 3. 432 mil casos da doença. Desse total foram confirmados 1.901 casos. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou que e 1. 360 mil deles ocorreram nos meses de julho e agosto. Do total de casos computados, 2.406, foram na capital Macapá.

A Defesa Civil reúne a imprensa nesta terça-feira, 16, a partir das 9h30 para apresentar dados atualizados sobre os impedimentos das equipes de combate ao mosquito e novas informações estatísticas. A coletiva está marcada para o auditório do Corpo de Bombeiros.

Gilberto Ubaiara


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Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.