APROVADA A LEI DE INCENTIVO À CULTURA

Depois de meses de articulações e muitas discussões para aperfeiçoamento, a Lei de Incentivo à Cultura foi aprovada nesta manhã, 16 de setembro, pelos deputados da Assembléia Legislativa do Amapá.

PÃO PARA QUEM FAZ O CIRCO.

Desde as oito da manhã já se podia ver a movimentação de artistas e produtores culturais à frente da Assembléia para o café da manhã oferecido pela casa. Mais de cinqüenta representantes da classe participaram do café, que serviu para marcar esse momento tão importante para os artistas e, principalmente, à cultura do Amapá. O sociólogo Fernando Canto, presidente da Confraria Tucuju, abriu a solenidade enfatizando a importância da aprovação da lei o para avanço das produções culturais do Estado, bem como da preservação de sua memória histórica.

Em seguida, o deputado Randolfe traçou os caminhos que o projeto seguiu até chegar a este momento; o tempo em que ele ficou engavetado nas mesas da burocracia por apresentar uma única e decisiva falha: ter sido criado e elaborado por um parlamentar da esquerda.
"Depois de dois anos, o projeto é novamente apresentado. Só que, desta vez, mais amadurecido e fortalecido com as discussões e debates travados com todas as representações artísticas do Estado," disse Randolfe em seu discurso.

A HORA DO VOTO

Quando foi aberta a sessão, mais de duzentos artistas ocupavam as galerias do plenário. Por sugestão do deputado Randolfe, o músico Zé Miguel foi convidado pela presidência a fazer parte da mesa.

Os artistas, acostumados a ser o centro das atenções, mostraram que são uma platéia bem participativa e generosa, pois não deixaram de aplaudir os deputados que se declaravam favoráveis à aprovação da lei. Houve deputado que pediu a classe que a ajudasse a Assembléia a fiscalizar o trabalho desenvolvido pela Fundecap, que teve seu orçamento aprovado, mas até agora não apresentou nenhum projeto de relevância para a cultura do nosso Estado.

"Nós estaremos colocando na prática um dos princípios mais avançados da democracia representativa, que é o princípio da democracia direta, participativa, porque esse projeto não é de autoria somente desse parlamentar, mas de autoria de todos os segmentos culturais, que passaram dois meses debatendo esse projeto, e aqui estão representados". O deputado Randolfe, embora citado pelo presidente da Assembléia como o "líder do bloco de oposição ao governo", não deixou de agradecer aos deputados que formam a base de apoio ao governo, em nome do líder do PDT, o deputado Ocivaldo Gato, porque, como disse, "compreendeu-se nesse plenário que a questão não é sempre ser oposição ou situação, mas votar de acordo com o que na verdade o povo quer. E essa compreensão é uníssona, de todos aqui presentes no plenário".

Randolfe também lembrou que, mesmo como líder do bloco de oposição, levou o projeto ao debate com o governador do Estado, recebendo dele a melhor acolhida. O deputado trouxe ao plenário a lembrança de uma legião de artistas e intelectuais que já não mais existem, mas que no passado ajudaram a fomentar e a produzir a cultura do Estado. Entre eles, o fundador do Conservatório de Música, Altino Pimenta; o mestre Oscar Santos, Alcy Araújo, Walkíria Lima, Nazaré Trindade, e ainda o professor e poeta Antônio Messias, cuja atuação na esfera cultural amapaense deu nome ao projeto. Claro que com a aprovação do projeto nem tudo será resolvido.

Mas como lei, convocará o poder público para a importância que se tem que dar à cultura. Ou ainda, como no encerramento do discurso do deputado Randolfe, citando o também poeta e revolucionário chinês Mao Tsé Tung, "trata-se do primeiro passo, mas toda caminhada começa com o primeiro passo".

O Projeto de Lei Antônio Messias de Incentivo à Cultura foi aprovado por unanimidade.

Fonte: Ânima Comunicação

 


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Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
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É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
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Perto ou em volta de alguma coisa
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Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
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Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.