Waldez e o custo da
preservação
em áreas protegidas

Durban, 13 de setembro de 2003 — Em uma sessão intitulada “Quanto custa um sistema efetivo de áreas protegidas”, organizada pelo Congresso Mundial de Parques, em Durban, África do Sul, o governador Waldez Góes (PDT) apresentou nesta sábado, 13, para a comunidade internacional as conquistas e os desafios da conservação do Estado do Amapá.

Segundo a União pela Conservação da Natureza (IUCN), organizadora do evento, 12% da porção terrestre do planeta estão cobertos por áreas protegidas das mais variadas categorias, dentre elas: florestas e parques federais ou estaduais, estações biológicas, reservas ecológicas, reservas extrativistas ou de desenvolvimento sustentável, além de reservas particulares. Este número indica um grande progresso, pois dez anos atrás as áreas protegidas não ultrapassavam os 5%. O Estado do Amapá rompe por completo com essa média, pois tem hoje quase 55% de seu território coberto por áreas protegidas, incluindo as terras indígenas, e 96% de sua vegetação ainda estão intactos. Essa posição tem chamado a atenção das autoridades nacionais e internacionais.

“Temos que reconhecer e parabenizar o grande compromisso do governo do Amapá. É um exemplo para o mundo e esperamos que possa ser seguido por outros estados e países”, diz Russell Mittermeier, presidente da organização ambientalista Conservation International, que tem apoiado o governo com sua experiência em biodiversidade e gestão de áreas protegidas.

Quase toda a biodiversidade brasileira está representada no Estado do Amapá, tanto em termos de flora quanto de fauna. Além disso, o Estado abriga importantes populações tradicionais. São oito grupos indígenas, os Galibi, Karipuna, Palicur, Tiriyó, Kaxuyana, Wayana, Apalaí, e Waiãpi, e o Quilombola Uriaú, comunidade fundada por ex-escravos.

“O Estado do Amapá exibe uma lista de importantes conquistas ambientais, com mais da metade de seu território coberto por áreas protegidas e o orgulho de ter o maior parque de florestas tropicais de mundo, o Parque Nacional Montanhas de Tumucumaque com seus 3,8 milhões de hectares”, destacou o governador Waldez Góes durante sua apresentação. “A participação do Amapá neste fórum internacional tem por objetivo apresentar ao mundo nosso compromisso com a conservação, mas também engajar as instituições nacionais e internacionais no suporte técnico e financeiro que essas decisões demandam, garantindo que as unidades existentes assim como as futuras possam ser gerenciadas de maneira eficiente no longo prazo e gerar benefícios para as comunidades locais”.

O Estado do Amapá organizará até o final deste ano dois importantes eventos da conservação: o Congresso Internacional da Biodiversidade e o Seminário do Parque Nacional de Tumucumaque.

 


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Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.