Governador pede apoio dos deputados
para superar os problemas que herdou

O governador Waldez Góes pediu o apoio dos deputados, independente de suas filiações partidárias, para a construção de alicerces mais sólidos para o Amapá. O apelo foi feito esta tarde, num plenário limpo e iluminado - como agora são todas as dependências da AL - durante a sessão solene de instalação da I Sessão Legislativa da IV Legislatura.

A solenidade foi aberta às 15h30 pelo presidente Lucas Barreto (PDT). Coube ao deputado Paulo José saudar, em nome dos parlamentares, o governador e demais autoridades que participaram do ato.

Em sua saudação, Paulo José lembrou que Waldez Góes quando
foi deputado já "advogava os mais legítimos interesses do povo". PJ lembrou também que ele e o atual governador estavam em campos adversários, mas que o embate que se dava entre dois era sadio e respeitoso.

Em sua mensagem, o governador Waldez Góes disse que as políticas governamentais até então seguidas no Estado foram incapazes de reverter o crescente quadro de pobreza, desemprego e deficiências infra-estruturais. Ele ressaltou que graves problemas sociais e econômicos persistem, traduzidos por índices negativos que se constituem em grandes desafios a serem superados, entre os quais citou a situação da malha viária (70% encontra-se sem revestimento asfáltico), carências de toda ordem no sistema de saúde, falta de saneamento básico (apenas 50,75% da população dispõe de abastecimento de água tratada), a fragilidade da economia e as dívidas que herdou que estão em torno de R$ 100 milhões.

Ao encerrar seu discurso - que durou quase 30 minutos - Waldez Góes disse que "a partir de agora inaugura-se, sem dúvida alguma, uma nova forma de relacionamento entre o Executivo e o Legislativo em benefício do povo amapaense" e garantiu que há de empenhar redobrados esforços para construir um Amapá desenvolvido economicamente e socialmente justo.

Após ler sua mensagem, o governador entregou ao presidente Lucas Barreto o Plano Anual de Trabalho-2003 - que foi norteado pelo Plano Plurianual (2000/2003) e pela proposta orçamentária apresentada à AL pelo governo anterior.

UM NOVO TEMPO
Após a sessão, em entrevista à imprensa, Waldez Góes elogiou a reforma do prédio da Assembléia, a limpeza do local e o tratamento que vem sendo dado ao povo, autoridades e jornalistas pela nova mesa diretora da AL e disse que isto comprova que foi inaugurado "um novo tempo". Lucas Barreto acrescentou que este "novo tempo" não se traduz apenas no que
povo, autoridades e jornalistas viram hoje na Assembléia. "A cada dia vamos melhorar ainda mais", prometeu o presidente.

O novo visual da Assembléia chamou a atenção de todos que foram à sessão solene esta tarde. As pessoas que ocuparam as galerias falaram que, pela primeira vez, o povo estava sendo tratado com dignidade naquela Casa. Na entrada das galerias foram instalados bebedouros com água mineral e colocadas bandejas de café preto, café com leite e chá. "Se nós temos direito a água gelada, cafezinho e chá, o povo também tem porque esta Casa é do povo", disse o presidente. Os jornalistas que cobrem a Assembléia ganharam uma sala, também com bebedouro, cafezinho e chá. A sala foi mobiliada com mesas redonda e quadrangular e cadeiras. Dentro de pouco tempo um computador, conectado à Internet, será instalado nesta sala para facilitar o trabalho dos repórteres. No plenário serão instalados holofotes para facilitar o trabalho dos cinegrafistas e repórteres fotográficos. Mesmo ainda sem holofotes, estes profissionais já sentiram uma mudança hoje.

O plenário está mais iluminado. Velhas lâmpadas incandescentes estão sendo substituídas por lâmpadas frias que, além de tornarem o ambiente mais claro, dissipam o calor e diminuem o consumo de energia elétrica.

Com salários em dia, os funcionários da Casa disseram que agora têm muito mais ânimo para trabalhar e que vão ajudar o presidente Lucas Barreto a fazer da Assembléia Legislativa do Amapá um exemplo para os demais estados.



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Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.