DESATIVADO GARIMPO DENTRO
DE ESTAÇÃO
ECOLÓGICA DO JARI, NO AMAPÁ


O Ibama/AP em parceria com a Polícia Federal e com apoio do Batalhão Ambiental, Corpo de Bombeiros, Funasa - Fundação Nacional de Saúde, realizou operação para a retirada de um garimpo dentro da Estação Ecológica do Jari, no Estado do Amapá. A ação conjunta aconteceu de 09 a 12 deste mês, envolvendo 23 técnicos da área ambiental.

Durante a operação, foram lavrados 4 autos de infração e 12 pessoas ficaram detidas para prestar depoimentos e servirem de testemunhas, sendo 04 presas em flagrante (proprietários dos maquinários utilizados no garimpo do Cumaru). Foram apreendidas ainda 13 espingardas e 03 revólveres além de inúmeras armas brancas.

A fiscalização apreendeu também mercúrio, balanças e outros utensílios e os motores inutilizados. Para dar maior consistência ao laudo técnico, foram coletadas amostras de sedimentos de solo e encaminhados através da Empresa Jari Celulose para análise no Rio de Janeiro. Cerca de 21 barracos foram destruídos, bem como toda a estrutura existente no local e os animais cativos utilizados para consumo no garimpo.

A ESEC Jari foi criada pelo decreto n° 87.092 de abril de 1982. Ocupa uma área de 227.126 ha e situa-se nos municípios de Laranjal do Jarí/AP (40% da área) e Almeirim ?Distrito de Monte Dourado/PA (60% da área). Com o objetivo de preservar uma amostra da Floresta Amazônica; conservar ecossistemas representativos da região; desenvolver pesquisa e educação ambiental integrados ao desenvolvimento sustentável da região, todavia, por ser uma unidade de proteção integral, não é permitido tal atividade.

O garimpo, realizado clandestinamente, se constitui em fonte de degradação dos ecossistemas e poluição, sobretudo mananciais hídricos e camada vegetal e solo, poluindo os rios da região, neste caso o Jari e seus afluentes. A Polícia Federal lavrou o flagrante e está responsabilizando criminalmente os responsáveis. (Ascom Ibama)


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Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.