CONTRA CORRUPÇÃO: CAPIBERIBE
PROPÕE REFORMA POLÍTICA
E TRANSPARÊNCIA NAS CONTAS

Brasília - 16/ 02/ 2004 - O senador João Capiberibe ( PT - Amapá ), líder da bancada do PSB no Senado Federal, defendeu veementemente a necessidade do financiamento público das campanhas eleitorais brasileiras e a abertura do que chamou de “caixa preta” da execução dos orçamentos públicos.

“O Estado brasileiro está totalmente divorciado da sociedade civil”, criticou ele. Se “a solução contra a corrupção fosse abrir uma comissão parlamentar de inquérito, elas se multiplicariam na União, nos Estados e nos Municípios, tantos são os casos de desmando com o dinheiro público”.

O cenário atual, disse, “é de total divórcio entre o cidadão que paga impostos e sua gestão pelo setor público do nosso País”. Como o cidadão não tem como fiscalizar diretamente o gestor público de orçamentos, “o que temos são instituições à mercê da corrupção, do favoritismo e do fisiologismo”.

O mesmo mal acontece na organização da vida política nacional. “A solução é a reforma política e, nela, a instituição do financiamento público das campanhas eleitorais”.

Capiberibe defendeu a transparência e a reforma política como saída contra a corrupção, em pronunciamento no plenário do Senado Federal na tarde de hoje durante os debates a favor e contra a abertura de CPI para apurar caso de corrupção envolvendo alto funcionário da República.

“Pergunto: qual o resultado concreto de todas as CPIs que tem sido abertas? Quantos já foram presos como resultado da CPI do escândalo do Banestado, quando milhões foram enviados fraudulentamente ao exterior? Da mesma forma, quais os resultados concretos da CPI contra o tráfico de drogas?”.

Sua posição é que o cidadão e o setor público estão desarmados contra a corrupção. A solução “é a aprovação do projeto de lei da Transparência na execução orçamentária de todos os Poderes, em todos os níveis - federal, estadual e municipal”. O Projeto de Lei 130, que tramita no Senado Federal, propõe a divulgação pela Internet, em tempo real, da execução dos orçamentos públicos.

“É possível realizar essa revolução-cidadã”, enfatizou o senador amapaense, “porque implantamos essa abertura no Amapá. O Ministério da Ciência e Tecnologia também já abriu suas contas. Portanto, nem seria preciso lei alguma para mudarmos radicalmente o caráter autoritário, fechado e colonial do Estado brasileiro. Basta a autoridade pública tomar uma decisão renovadora e democrática porque a tecnologia da Internet pode ser uma arma a favor da honestidade com o dinheiro do contribuinte”.


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Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
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Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.