Feira do Artesanato muda para a praça Floriano Peixoto

A Feira do Empreendedor e do Artesanato Amapaense muda de endereço. A partir deste domingo (20) os artesãos estarão expondo seus produtos na praça Floriano Peixoto. A feira, antes mensal, agora será realizada todos os domingos de 8h às 18h.

Com a mudança de local, a Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom) pretende revitalizar a feira ampliando o número de participantes e de produtos (com características artesanais e semi-artesanais), despertando o interesse da população e colocando a feira como uma opção de lazer para toda a família aos domingos.

A feira abrirá espaço agora para shows artísticos, teatro de bonecos e outras atividades culturais. “Estamos querendo aproximar esta feira daquilo que já existe em outras capitais como Belém, por exemplo, onde as pessoas vão passear, fazer uma refeição leve e comprar o artesanato local. Isso acaba atraindo o público para ver o artesanato de raiz”, explica Celso de Deus, secretário de Indústria, Comércio e Mineração. Produtos industrializados que não foram transformados estão de fora da feira.

Esta primeira mudança de aspecto comercial será acompanhada por técnicos da Seicom que vão avaliar a qualidade dos produtos, a fidelidade daquilo que o expositor se propõe a apresentar e o desempenho de vendas. O acompanhamento será feito em cada feira.

Impróprio
Para mudar o local da feira, um estudo de perfil de público que freqüentava a Praça Beira-Rio foi feito. O resultado apontou que a maioria das pessoas passava no local para ir aos bares, ouvir música, ou em busca de lazer. Havia pouco ou nenhum interesse na exposição do artesanato do público.

A interrupção do tráfego de veículos para a realização da feira também gerava problemas constantes numa região de alta circulação. “Então você tinha a Beira-Rio cheia e a feira ficava vazia e cada vez mais perdendo receita. A secretaria estava gastando perto de R$ 12 mil para realizar cada feira e os artesãos não estavam conseguindo faturar nem R$ 8 mil”, avalia o secretário.

Até quarta-feira (16), 280 expositores haviam feito inscrição para participar da nova feira. Um aumento de 220 expositores em relação a última feira, mas este número pode chegar a 300 até sexta-feira quando as inscrições se encerram, segundo previsão da Seicom. “Este aumento é sintoma de que uma grande parcela dos artesãos aderiu e acredita nas mudanças”, avalia Celso de Deus. A feira do dia 27 de fevereiro terá parceria com o Rotary Club que vai realizar uma pescaria nos lagos da praça Floriano Peixoto.

Até maio a Seicom estará disponibilizando as barracas para os expositores. Neste intervalo de tempo os artesãos ficarão responsáveis em confeccionar barraca padrão, com lay-out oferecido pela secretaria, do tipo desmontável, medindo 1,5m x 1,5 m.

Será também a partir de maio que a secretaria ficará com o papel de apoiar a feira na divulgação, sonorização, fiscalização, segurança e acompanhamento e controle de vendas. “É uma corrida de bastão em que devagar vamos passar o comando da feira para a Secretaria de Trabalho e Empreendedorismo”, diz Celso.

SERVIÇO
Feira do Empreendedor e do Artesanato Amapaense
Dia: 20 de fevereiro de 2005 (domingo)

Horário: de 8h às 18h

Local: Praça Floriano Peixoto

Atrações: conjunto de chorinho e atrações para crianças

 


Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
Deliciosos.
0XX96 224 1491


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433

Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.