Seminário debate políticas
de preservação e utilização
do patrimônio histórico amapaense

Uma das atividades mais importantes da programação alusiva aos 222 anos da Fortaleza de São José de Macapá será a realização do seminário “Fortaleza de São José de Macapá: Patrimônio e Memória”, que acontecerá no período de 22 a 24 deste mês, no auditório da fortificação. O evento marcará um momento de reflexão a respeito das políticas públicas de preservação e utilização do patrimônio histórico amapaense para o desenvolvimento econômico e sócio-cultural do povo.

Destinado às pessoas interessadas em aprender um pouco mais sobre uma das maiores fortificações do Brasil Colonial, o seminário promete reunir profissionais, acadêmicos e interessados em história, arquitetura, antropologia, arqueologia, turismo e áreas afins. Será ainda uma bela oportunidade para ampliação dos conhecimentos sobre identidade cultural, utilização do Forte ao longo da história, os novos achados arqueológicos, entre outros temas.

Palestrantes
Os palestrantes serão Eloane Cantuária, arquiteta e mestre em Conservação e Restauro pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), que abordará o tema “A Fortaleza e a paisagem urbana: transformações recentes no entorno do monumento”; Obde Gadelha, técnica e guia de turismo regional, que apresentará a relação da fortificação com o turismo amapaense; Adamor de Souza Oliveira, ex-integrante da Guarda Territorial, que discorrerá sobre o período de ocupação do forte pelos integrantes da Guarda, e os professores Nilson Montoril, Fernando Rodrigues e Hermano Benedito, que abordarão, respectivamente, aspectos pitorescos, curiosidades da Fortaleza e a construção e reconstrução da identidade cultural.

A inscrição, que dá direito a certificado de participação, custa um quilo de alimento não-perecível e pode ser feita até a próxima quinta-feira (18), no horário de 9 às 12h e das 15 às 18h na própria Fortaleza. São apenas 80 vagas disponíveis.

De acordo com Eloane Cantuária a idéia é socializar as informações a respeito da fortificação com o maior número de pessoas interessadas. Segundo a arquiteta, a intenção da equipe de organização é proporcionar a participação de secundaristas, acadêmicos, profissionais, enfim pessoas interessadas no assunto. “As pessoas precisam conhecer o patrimônio para poder preservar”, destacou.

Eloane adiantou ainda que dependendo da procurar outros eventos da mesma natureza poderão ser programados para acontecer ao longo do ano.

Programação
Seminário “Fortaleza de São José de Macapá: Patrimônio e Memória”

Dia: 22/03/04 (segunda-feira)

15:00h - Abertura do evento

15:30h- Palestra: “Fortaleza de São José de Macapá; construção e reconstrução da identidade cultural”. Palestrante: Prof. Hermano Benedito.

16:30h - Coffee Break

16:50h - Palestra: “Recuperação física e utilização do Forte no período da Guarda Territorial”. Palestrante: Adamor de Souza Oliveira- ex- integrante da Guarda Territorial.

Dia: 23/03/04 (terça-feira)

15:00h - Palestra: “Curiosidades sobre a Fortaleza”. Palestrante: Prof. Fernando Rodrigues

16:00h - Coffee Break

16:20h - Palestra: “Aspectos pitorescos sobre a Fortaleza”. Palestrante: Prof. Nilson Montoril

Dia: 24/03/04 (quarta-feira)

15:00h - Palestra: “ A Fortaleza e a paisagem urbana: as transformações recentes no entorno do monumento”. Palestrante: Profª. Msc. Eloane Cantuária

16:00h - Coffee Break

16:20h - Palestra: “A Fortaleza de São José e sua relação com o turismo amapaense”. Palestrante: Obde Gadelha técnica e guia de turismo regional.

Serviço
Seminário “Fortaleza de São José de Macapá: Patrimônio e Memória”

Período de 22 a 24 de março

Local: Auditório da Fortaleza de São José

Inscrição: Um quilo de alimento não perecível (menos sal)

Vagas limitadas


Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
Deliciosos.
0XX96 224 1491


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433

Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.