Oportunidade

Preço alto do chocolate abre mercado para os produtos caseiros

O preço entre o chocolate caseiro e o tradicional pode variar até 50%, dependendo do tamanho

Emeson Renon

Faltando cinco dias para a páscoa, o mercado registra queda de 40% na comercialização de ovos de páscoa, correspondente ao mesmo período do ano passado. O fraco movimento, segundo os lojistas, está associado à alta do chocolate em 35%, o que acabou elevando o preço do produto. Nessa gangorra do mercado, as pessoas que trabalham com produtos caseiros acabaram levando a melhor e já registram o maior alta na venda, dos últimos dez anos, 50%.

“Sempre conseguir ter lucro, mas como este ano ainda estou por ver. Minha venda teve um aumento em 50% em relação ao ano passado, um percentual que nunca esperei alcançar”, comemora Ana Patrícia, que trabalha com venda de chocolates caseiros há dez anos.

Ana explica que para atender todos os pedidos teve que contratar algumas pessoas. “Não quero criar uma falsa expectativa, mas acredito que agora chegou a nossa vez e já devemos pensar como micro empresários e fazer alguns investimentos para colocarmos de vez no mercado os produtos caseiros”.

A declaração de Ana é com base em alguns pedidos feitos por micro e pequenas empresas. Segundo ela, o preço entre o chocolate caseiro e o tradicional pode variar até 45%, dependendo do tamanho.

“Hoje o importante é lembrar da pessoa, então o preço acaba pesando muito na hora da compra e com isso mais uma vez estamos levando vantagem, e esta é a razão de alguns lojistas estarem fazendo a opção por ovos caseiros”, explicou.

Família Empreendedora

Ana Patrícia, 32 anos, trabalha com ovos de páscoa caseiro há dez anos. Para tocar o trabalho, ela transformou a área de serviço em uma pequena fábrica. Lá o difícil é sabem quem é o patrão de quem.

“Aqui somos todos irmãos, até mesmo meus pais me ajudam. Mas aqui ninguém é patrão de ninguém”, disse Ana.

Este ano, diz Ana, teve de abrir espaço para novas pessoas. Na hora da escolha dos novos funcionários, acabou pesando o clima familiar. “Estamos acostumados a trabalhar sempre nesse clima e para não quebrar essa harmonia acabei optando pelas minhas primas”.

Serviço:
Sebrae no Amapá: (96) 214-1435


Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
Deliciosos.
0XX96 224 1491


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Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433

Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.