Castanha-do-Pará é vetada na Europa

Exportações brasileiras não respondem às especificações exigidas pela Comissão Européia

BRUXELAS - As sanções da União Européia (UE) impostas às exportações de castanha-do-pará com casca, por causa de um fungo chamado aflatoxina que, segundo a Comissão Européia, é cancerígeno, acabaram suspendendo os embarques brasileiros à Europa. O governo e setor privado não estão preparados para atender às exigências européias.

Pelas últimas medidas, divulgadas há poucos dias, toda castanha-do-pará com casca, embarcada para a Europa, desde o dia 5, deve ser acompanhada de um novo certificado, constando a rastreabilidade do produto, da colheita às empresas exportadoras. Além disso, 100% da carga do produto será testada, da mesma forma que a UE faz hoje com o frango brasileiro por causa do nitrofurano, um antibacteriano também considerado
cancerígeno.

Essas commodities exportadas à Europa representam um negócio em torno de US$ 3,3 milhões/ano. Pode não ser um valor alto perto dos grandes setores exportadores, mas a castanha-do-pará é a imagem do Brasil no exterior, conhecida como "brazilian nuts".

A decisão européia foi baseada, de acordo com o relatório divulgado por Bruxelas, numa visita de inspeção técnica feita ao Pará pela Comissão Européia, entre 25 de janeiro e 9 de fevereiro, e ainda nos vários alertas feitos ao governo brasileiro de "detecção de aflatoxina 100 vezes acima do permitido pelas regras comunitárias".

A conclusão da viagem, de acordo com os técnicos da Comissão, é que a legislação brasileira "não garante um procedimento adequado de testes, nem tem um sistema de restreamento para as castanha-do-pará".

Essa medida está sendo encarada por diplomatas brasileiros, em Bruxelas, como mais um exemplo do protecionismo agrícola europeu.

As regras sanitárias e fitossanitárias européias estabelecem o limite de tolerância de 4PPB (parte por bilhão) de aflatoxina, enquanto mercados como os dos Estados Unidos, que são o primeiro comprador da castanha-do-pará no mundo, aplicam o teto de 20 PPB. A Austrália, também um bom cliente, tolera 15 PPB. (S.M)

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Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
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Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.