Vacina do Sapo" está sendo
biopirateada por estrangeiros


Local: Rio Branco - AC
Fonte: O Rio Branco
Link: http://www.oriobranco.com.br/


Representantes da entidade não-governamental Amazonlink, líderes indígenas e pesquisadores da universidade se reuniram ontem de manhã para discutir meios de impedir a biopirataria que vem sendo praticada na região. A constatação de que estrangeiros estariam patenteando a vacina do sapo (remédio natural descoberto e utilizado pelos índios da região) fomentou as discussões e deve levantar mais debate nos próximos dias.

A Amazonlink havia denunciado em dezembro passado que uma empresa japonesa tinha patenteado o cupuaçu como marca, limitando, dessa forma, a comercialização do produto, inclusive entre os brasileiros e mais especificamente os acreanos.

Mais recentemente, ao acessar na Internet um endereço de pesquisas científicas, a Amazonlink constatou mais uma vez que estrangeiros estariam patenteando o ritual conhecido como Kambô, Kampu ou "vacina do sapo", com fins comerciais.

O sapo verde é a maior espécie do gênero da Família Hylidae, que ocorre na Amazônia. Podendo ser encontrado na região, principalmente no período da chuva. São colhidos na madrugada a fim de retirarem sua secreção cutânea para fazer a vacina.

Tomar a vacina do sapo é uma prática antiga de fins medicinais, muito difundida entre os povos indígenas do Brasil e Peru. O remédio é considerado um balsamo para muitos males, curando desde amarelão até dores em geral. A vacina do sapo é utilizada ainda por seringueiros e vem sendo aplicada por curandeiros em Cruzeiro do Sul e Rio Branco.

A denúncia de que a substancia estaria sendo patenteada por estrangeiros parte do pressuposto de que a substância teria sido levada da região por exploradores das riquezas naturais da Amazônia, se constituindo assim a biopirataria.

O objetivo do grupo que faz a denuncia é chamar a atenção para o fato, fazendo uma grande campanha de combate à pirataria, envolvendo a sociedade em grande um processo de conscientização quanto às riquezas naturais que estão sendo levadas por pessoas com interesse comerciais.

"Queremos propor um monitoramento mais rígido das pesquisas científicas e patentes relacionadas aos nossos recursos naturais. Não sabemos se, ou até que grau, o termo biopirataria se aplica para os detentores de patentes e marcas mencionadas. Porém, achamos que estes processos devem ser monitorados, discutidos e avaliados por especialistas, pela população em geral e principalmente pelas populações que utilizam tradicionalmente esses recursos", explicou Michael, da Amazonlink.

Diva Albuquerque

Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
Deliciosos.
0XX96 224 1491


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433

Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.