CAMARÃO DO BRASIL ASSUSTA MUITA GENTE

15/08/2004


Avanço da produção no país explica preços cobrados no mercado americano, dizem empresários brasileiros

RECIFE. Sobretaxado pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos no processo no qual o Brasil é acusado de dumping, a produção de camarão brasileiro vem dando um salto de qualidade que começa a incomodar as empresas pesqueiras norte-americanas. Apesar de a cultura do crustáceo (carcinocultura) ser uma atividade recente no Nordeste, onde se concentra 95% da produção, o país caminha para virar um gigante do setor. Em pouco mais de uma década, o Brasil se transformou no sexto maior produtor e exportador do camarão marinho cultivado. E já tem a maior taxa de produtividade do mundo.

Resultado: o país pode se dar ao luxo de cobrar o menor preço no mercado externo, dizem os produtores brasileiros. De 1997 a 2003, a produção de camarão cultivado cresceu 400% ao ano. O volume exportado que era quase zero há sete anos, registrou crescimento de 14.500% de lá para cá, um recorde mundial. O camarão já é o segundo valor na pauta de exportações do setor primário no Nordeste (só perde para a cana-de-açúcar). E não pára de crescer.

Meta é exportar equivalente a US$300 milhões este ano

Em 2003 foram produzidas no Brasil 90,2 mil toneladas de camarão marinho cultivado, das quais 58,5 mil foram exportadas, num total de US$225,9 milhões. Para 2004, a meta é produzir 117 mil toneladas e chegar a US$300 milhões em exportações. Isso por conta de uma produtividade de 6.084 quilos por hectare/ano, deixando longe o segundo colocado nesse ranking (a Tailândia, com 4.375 quilos por hectare/ano).

É em Pernambuco, a 80 quilômetros de Recife, que fica a Costa Dourada Camarões Ltda, que detém uma produtividade inédita no mundo, graças à sua tecnologia de ponta: 20 mil quilos por hectare/ano, um índice que tem atraído a atenção de especialistas do Havaí, Malásia, China, que vão ao município de Sirianhém visitar a empresa.

No Rio Grande do Norte, a Aquatec responde pela maior produção de larvas e pós-larvas de camarão do mundo: três bilhões ao ano para suprir uma carteira de 500 clientes espalhadas pelo país, 30% do mercado brasileiro.
Maior produtora de camarão cultivado do país, com 959,50 hectares de viveiros, a Potiporã Aquacultura Ltda, a 200 quilômetros de Natal, se prepara para assumir em 2005 a liderança mundial na produção.

Todos esses dados, colhidos entre os empresários do setor e nas estatísticas da Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC), indicam a tendência da atividade que começou a ser implantada em escala na região ao longo da última década.

Segundo o presidente da ABCC, Itamar Rocha, entre 1997 e 2003, a produção de camarão cultivado registrou aumento de produtividade de 499%. E a área implantada de viveiros aumentou em 317%.

Brasil cultiva 80% do camarão que produz

— No Brasil, 80% da produção e 97% do camarão exportado são de cultivo.
Nos Estados Unidos, só 3% do camarão produzido pelos americanos é cultivado, uma taxa inferior à tendência atual no mundo, onde o consumo do crustáceo criado em cativeiro já atinge 37%. As empresas de pesca americanas ainda insistem na captura, mas a produção só faz declinar — diz Rocha.

Os produtores brasileiros chegam a colocar o camarão a US$4,40 (o quilo do pequeno e médio) nos EUA, contra o preço médio de US$6,50 dos colegas daquele país. O resultado foi que o Departamento de Comércio dos EUA aplicou sobretaxa média de 36,9% no camarão importado do Brasil. Os percentuais impostos chegam a 67,8% (caso da Nortepesca). A única empresa brasileira não sobretaxada, a Netuno, também não escapou do protecionismo americano: na última quarta-feira, empresários americanos ingressaram com ação pedindo revisão da taxa zero para ela.


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Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.