Pesquisa apoiada pelo Banco da Amazônia
estimula o reflorestamento com castanheira.


Local: Rio Branco - AC
Fonte: O Rio Branco
Link: http://www.oriobranco.com.br/

Produção de mudas de espécie ameaçada de extinção pode se tornar fonte de renda para agricultores e associações Aproveitar os resíduos gerados por serrarias e agroindústrias para corrigir os efeitos do desmatamento e gerar uma nova fonte de renda, pelo reflorestamento com mudas de árvores de castanha-do-pará. Esse é o objetivo de pesquisa apoiada pelo Banco da Amazônia, pioneira no estudo de substratos (base para cultivo), adubação e
embalagens para a produção de mudas de castanheira e que servirá para a preservação do germoplasma da espécie, ameaçada pelo corte ilegal e pelas queimadas na região Norte. O reflorestamento com a castanheira ainda é muito pequeno, devido ao pouco conhecimento sobre a produção de mudas, que têm baixa sobrevivência e elevado custo de produção.

Em melhores condições de embalagem e o uso de substratos que proporcionem bom desenvolvimento às mudas, a produção será mais barata e acessível a viveiristas e associações comunitárias. Resíduos de agroindústrias podem ser usados como componentes de substratos, para reduzir os custos e também a poluição decorrente do acúmulo desses materiais no meio ambiente. Entre os resíduos que podem ser utilizados estão a palha de café ou de arroz, de serrarias e de frigoríficos. O trabalho consistiu na experimentação de tipos de embalagens, substratos e dos efeitos da fertilização na produção de mudas de castanheira, com o fim de difundir tecnologia e proporcionar treinamento a técnicos e agricultores. Ao final, espera-se obter a produção de mudas de qualidade a baixo custo, de modo a incentivar o reflorestamento.

Os resultados foram considerados bem sucedidos pelos pesquisadores sob a coordenação da professora Sânia Lúcia Camargos, da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT). Em seu relatório encaminhado ao Banco da Amazônia, a pesquisadora lembra que ainda são poucos os conhecimentos sobre o crescimento de mudas de castanheira para incentivar a expansão do cultivo desse espécie na região amazônica, daí a importância da pesquisa, que resultou em dissertação de mestrado no programa de pós-graduação em Agricultura Tropical da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da UFMT.

Fonte de renda

A castanheira (Bertholletia excelsa) é uma espécie de grande importância para a Amazônia, fonte de renda para agricultores e extrativistas e dá suporte à alimentação da fauna. O grande valor econômico dessa espécie amazônica está nas suas sementes oleaginosas, de grande potencial de aproveitamento agroindustrial. A farinha obtida das sementes apresenta cerca de 50% de proteína e pode ser usada na fabricação de bolachas e pães, com possibilidade de aproveitamento na merenda escolar.

A castanheira também pode ser usada na composição de agroecossistemas, principalmente na forma de sistemas agroflorestais. Pelo seu caráter de uso múltiplo, o valor nutricional de suas amêndoas e sua importância para o ecossistema, a castanheira deve ser considerada como uma espécie prioritária para o desenvolvimento agroambiental na Amazônia. Mas o corte indiscriminado da castanheira pelas serrarias para ceder espaço ao avanço da agropecuária tem causado grande impacto nas formações nativas, com perda de material genético, o que coloca a castanheira na lista das espécies ameaçadas de extinção.


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Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.