Companhia de Danças
encena Apocalipse
Segundo São João, no Bacabeiras

A Companhia de Danças Princesa Isabel encena, no dia 20, às 19h, no Teatro das Bacabeiras, o musical Apocalipse Segundo São João. São vários trechos do último livro da Bíblia, que serão apresentados por mais de 100 alunos pertencentes à rede estadual de Ensino.

O trabalho, assinado pelo coreógrafo Josenildo Junior, já é conhecido do público de Macapá, através da primeira versão acontecida no dia 11 de julho, no Teatro das Bacabeiras.

Os ensaios para a peça estão sendo apresentados na Escola Estadual Princesa Isabel, a partir das 18h.

Após a apresentação no Bacabeiras, o grupo viaja para a capital paraense onde, nos dias 25 a 31 de outubro, representará o Amapá no Festival Internacional de Danças da Amazônia. No ano passado, o grupo conseguiu os 1º e 2º lugares no mesmo festival.

Perfil

O coreógrafo Josenildo Junior (26) é amapaense, técnico em dança. Participou de vários cursos de dança, entre eles o Capanema. Cursou Dança Contemporânea na UFPA.

Serviço:

Peça:
O Apocalipse Segundo São João
Direção:
Josenildo Junior
Coreografia:
Josenildo Junior
Elenco:
100 Alunos da rede estadual de ensino
Data:
20 de outubro de 2004, às 19h

Local:
Teatro das Bacabeiras

Ingresso Individual:
R$ 5,00

Informações: Josenildo Junior (96) 9965-2570

 


Doce Amazônia

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Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.