Delegacia fluvial vai usar
tecnologia
do Projeto Navegar

A Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sejusp) vai utilizar o barco do Projeto Navegar, coordenado pelo Prodap (Processamento de Dados do Amapá), para colocar em prática o policiamento fluvial nas regiões ribeirinhas do Estado.

A idéia é aproveitar o laboratório de informática e o sistema de comunicação via satélite para desenvolver ações móveis de fiscalização e segurança pública com o apoio da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Iepa, Batalhão Ambiental, Agricultura, bem como reforçar a fiscalização tributária.

A primeira viagem está programada para o início de março, logo após o período carnavalesco, para o Arquipélago do Bailique. A opção pelo Bailique é devido ser uma região de difícil acesso. “Inclusive já temos uma perícia programada para averiguar desmatamentos e queimadas”, adianta o secretário da Sejusp, Éder Abreu.

A delegacia fluvial atuará de forma preventiva. Uma das ações será cadastrar os barcos que estiverem praticando alguma atividade ilegal para que sejam regularizados junto aos órgãos competentes. A medida é para coibir o transporte de madeiras, caças e outras mercadorias e ainda evitar a ação de piratas.

As informações coletadas serão enviadas via Internet do local da abordagem para a Secretaria de Estado da Segurança Pública. “O policiamento também servirá para identificar foragidos da justiça, entre outras ações”, destaca o secretário.

Outra atribuição da delegacia fluvial será a emissão de registros civis, como por exemplo, carteiras de identidade. Na avaliação do presidente do Prodap, Fernando Hora, o projeto servirá de complementação à ação desenvolvida pelo Juizado Fluvial do Tribunal de Justiça do Estado. “A proposta do governo é garantir segurança à população em todo o Estado, e isto inclui as pessoas que residem nas regiões ribeirinhas”, frisa. O Prodap vai disponibilizar suporte tecnológico e apoio logístico à delegacia.Fernando Hora vai solicitar uma avaliação dos setores especializados do governo para que a estrutura do Projeto Navegar seja transferida para uma embarcação de maior porte. O objetivo é assegurar mais espaço para as instalações da Delegacia Fluvial.

João Clésio

 


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Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.