DESTRUIÇÃO DA BIODIVERSIDADE
CONTINUA, DENUNCIA CAPIBERIBE

Brasília - 17/ 02/ 2004 - A ONU realiza esta semana a 7º Conferência Mundial sobre a Biodiversidade Biológica, em Kuala Lampur, capital da Malásia. Sábado, dia 21 de fevereiro, estarão encerrados os trabalhos desta conferência que “é extremamente importante para o Brasil, uma vez que, não é necessário lembrar, nós somos o país que dispõe da maior biodiversidade do planeta, biodiversidade esta ameaçada, particularmente a florestal”, comentou no plenário do Senado Federal o senador João Capiberibe, Líder do PSB.

“Apesar do evento tratar do futuro da vida no planeta, ele não teve a repercussão que merecia por parte da imprensa e das organizações ambientalistas brasileiras”, criticou o senador amapaense.

“A situação da biodiversidade no planeta”, afirmou, “continua agravando-se rapidamente, 12 anos após a assinatura da Convenção sobre a Biodiversidade Biológica, um dos pontos altos da Cúpula da Terra, a Rio-92”.

Indicadores publicados pela UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza) indicam que 24% das espécies de mamíferos e 12% das espécies de pássaros correm um alto risco de extinção, sobre um total de 1,5 milhões de espécies identificadas, informou Capiberibe.

“A humanidade”, frisou o líder do PSB no Senado brasileiro, “ainda não dispõe de um instrumento político capaz de evitar a destruição da biodiversidade. A Convenção sobre a Biodiversidade, ratificada por mais de 150 países - com a exceção marcante dos Estados Unidos -, não alcançou os seus objetivos. É necessário portanto avaliar qual é a importância da oposição americana neste fracasso. Seguramente, a responsabilidade dos Estados Unidos não é pequena”.

“Um dos temas que estão sendo tratados em Kuala Lampur diz respeito à partilha dos benefícios do acesso aos recursos genéticos. Trata-se da definição de um regime de patentes de seres vivos no caso de aplicações biotecnológicas. A idéia que está por trás desta questão seria a seguinte: os países de origem de uma planta ou um animal poderiam receber uma parte das receitas, do lucro ou do faturamento dos produtos ou medicamentos que os utilizaram no processo de fabricação”, finalizou.


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Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.