Novo canal permitirá acesso de embarcações 24 horas

A pedido dos usuários das docas do Perpétuo Socorro, o Governo do Estado elaborou projeto de dragagem do canal de acesso e bacia das docas, criando condições de operação 24h, independente do nível da maré.

Ao longo das administrações passadas, o canal do Perpétuo Socorro passou por diversas dragagens e ainda assim não permitia o acostamento a qualquer hora do dia. O acesso à bacia das docas era restrito a pequenas embarcações e a altas marés. Com a obra, o canal atingiu extenção de aproximadamente 600 metros, ligando a doca até as aproximadades do Rio Amazonas, o que possibilitará o tráfego initerrupto mesmo com a baixa mar.

Além de dragar o local com a retirada dos detritos depositados pelo movimento das águas, a obra ainda resultou na limpeza da bacia que estava tomada por entulhos provenientes de lixo urbano depositado no rio. O mais grave deles aconteceu na fase final dos serviços quando foram retirados destroços de uma laje que danificaram parte dos equipamentos de dragagem no local.

Capacidade de embarcações dobrou

A obra no canal do Perpétuo Socorro, realizada pelo Governo do Estado, mais que duplicou a capacidade de acostamento na bacia do canal. No local, onde poderiam estacionar em média 80 embarcações, hoje a capacidade é para até 250.

Quem garante é o presidente do Conselho Fiscal da Federação dos Pescadores da Colônia Z1, do Perpétuo Socorro, com 549 associados. Chico Viana recorda os momentos difíceis que os usuários, entre barqueiros e passageiros, passavam a espera que a maré oferecesse condições de acesso à bacia. “No verão ficava muito difícil. Muitos barqueiros já haviam até abandonado o cais para buscar alternativas no Canal do Jandiá, nos portos de Santana e no Igarapé da Fortaleza”, admitiu.

A utilização do canal do Perpétuo Socorro tem crescido no decorrer dos anos, com o aumento da demanda de passageiros e de comerciantes agricultores. E agora será capaz de se adequar a atual demanda, composta diariamente de em média 80 embarcações. As condições de assoreamento do canal e o excesso de detritos urbanos depositados ao longo dos anos na bacia das docas, somados à baixa mar e à escassez das chuvas, já haviam reduzido a capacidade do canal para o recebimento em média de 20 embarcações.

Elas são de vários tipos: barcos geleiros, pesqueiros, de camarão, com carregamentos açaí, banana, melancia e os mais ricos tipos de hortigranjeiros e extrativismo das comunidades vizinhas do Rio Amazonas. Linhas diárias são feitas para a região do Bailique, que chegam a transportar em média 540 passageiros nas nove embarcações que prestam o serviço. Também são feitas viagens diárias para o município de Anajás, no Pará, e a outras localidades, serviço este prestado por uma diversidade de pequenas embarcações.

Manutenção

Após a dragagem do novo canal, a Secretaria de Estado do Transporte (Setrap) pretende realizar a manutenção preventiva e corretiva do local durante o ano inteiro. O serviço depende da recuperação da draga do Governo que foi cedida à Prefeitura Municipal de Macapá, há cerca de três anos, quando foi deixada dentro do canal do Jandiá.

A draga ainda se encontra no canal e a construção das pontes Sérgio Arruda e Jadiá inviabilizaram a sua retirada. Segundo os engenheiros da Setrap, ela só seria possível com a desmontagem do equipamento; quando o casco sairia pelo rio e a superestrutura por terra. Os engenheiros do órgão informaram que está sendo estudada a viabilidade econômica para a retirada e recuperação da draga do Governo.

Keila Gibson



 



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Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
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Piracema

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Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.