Expedição estuda potencial das cavernas no Amapá

A primeira expedição espeleológica do Estado do Amapá dentro do Projeto de Pesquisa “Percepções do Amapá” aconteceu no final do ano passado na região do Maracá -Igarapé do Lago, sob a coordenação do Dr. Jadson Porto (Unifap) e da Drª. Odete Silveira do Instituto de Pesquisas Cientificas e Tecnologicas do Estado do Amapá (Iepa), contou também com a participação do geólogo Wagner Costa (Iepa), arqueólogo Ednaldo Pinheiro Nunes Filho e o técnico em arqueologia Ernandes da Silva Melo ( Museu Joaquim Caetano da Silva).

Nesta expedição foram localizadas cavernas em laterita e arenito, bem como a maior caverna do Estado do Amapá (com 150 m de extensão). A equipe de pesquisadores teve por missão visitar as cavernas existentes na área, onde foram verificadas as condições de conservação, preservação e a própria existência dos vestígios arqueológicos como: urnas funerárias, cerâmicas, vasilhames, fragmentos cerâmicos, artefatos líticos, registros de pinturas, descobertos em pesquisas anteriores e ainda mantidos nos sítios arqueológicos (cavernas, grutas, abrigos, roças).

Com os resultados da primeira expedição, os pesquisadores pretendem analisar o uso e a ocupação do espaço amapaense, identificar o potencial espeleológico, além de analisar propostas de desenvolvimento econômico através do turismo e políticas públicas para o local.

O levantamento do patrimônio cavernícola na Amazônia é um desafio que vem intrigando pesquisadores que atuam na área da ciência chamado Espeleologia (estudo das cavernas).

Com relação a este assunto as informações ainda são bastante reduzidas no contexto amazônico.

Existem três objetivos para se realizar o levantamento espeleológico de uma região: o cientifico, o turístico e o esportivo, representando uma alternativa ao crescimento econômico da área que abriga tais recursos naturais.
Inúmeras são as informações sobre o patrimônio arqueológico no Estado do Amapá, que vem dando os seus primeiros passos para o levantamento, catalogação, identificação e caracterização das suas ocorrências espeleológicas.

Tais estudos necessitam de dados mais aprofundados para que se possa conhecer a história dos primeiros habitantes e ainda se criar condições para a preservação de tais informações.

Mais informações: Wagner Costa (Pesquisador do Centro de Pesquisas Aquáticas do Iepa) 212-5350

Elizangela Oliveira




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Matinta-perêra
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Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.