Artesã inaugura quiosque
de produtos regionais
no Aeroporto de Macapá

A micro empresa, responsável pelo quiosque, vem conquistando o mercado com produtos diferenciados, como é o caso da marchetaria - técnica de aproveitamento de sobras de madeira seca.

Tanha Silva

A artesã e empresária Maria Aparecida dos Santos e seu esposo e sócio, Claudenir dos Santos, donos da micro empresa ARTNORTE, deram mais um passo rumo a expansão de seus negócios no mercado amapaense: a inauguração de um quiosque no saguão do Aeroporto Internacional de Macapá. O espaço foi conquistado em disputa no processo de licitação promovido pelo Infraero.

O novo e privilegiado ponto comercial está expondo e comercializando artesanato em madeira, em cerâmica, indígena, bombons com sabor bem regional, guaraná e peças exclusivas de artistas amapaenses.

A empresária Maria Aparecida, a Cida, diz que o que mais atrai os olhares dos visitantes são os produtos indígenas. “As pessoas gostam de levar algo que lembre a existência de tribos no Estado”, declara.

Entre os produtos mais vendidos estão os objetos feitos com a sobra de madeira seca, a chamada marchetaria, especialidade de Cida. São porta-jóias, vasos, porta-retrato e uma variedade de pequenos objetos decorativos. As peças em marchetaria são todas feitas na empresa de Cida. Ela se equipou com maquinário adequado e material para a confecção dos objetos.

Só no quiosque do Aeroporto a empresa está gerando cinco empregos, para um funcionamento de 24 horas. Além disso, ela mantém uma parceria com artesãos e com a APITU (Associação dos Povos Indígenas do Tumucumaque) para o fornecimento de parte do material posto à venda.

“No final das contas todos saem ganhando. Um exemplo disso é a procura pelos bombons. Vendemos uma média de quinhentas unidades por semana. A pessoa que fornece para nós está tendo que aumentar sua produção para poder atender a demanda”, comemora Cida.

Outro detalhe importante. A própria empresa confecciona as embalagens. “Compramos as máquinas de costura e nós mesmos fazemos as sacolas, que são personalizadas”, diz o empresário Claudenir Santos.

“É muito gratificante ver o crescimento da Cida como empresária. Nós a acompanhamos desde o início. Ela sempre foi muito batalhadora, foi em busca de conhecimento, participou de vários eventos em nível nacional e cresceu muito”, relata a diretora técnica do Sebrae Amapá, Alcilene Cavalcante, durante visita ao quiosque recém-inaugurado.

O diretor administrativo-financeiro, João Carlos Alvarenga, também esteve no local. Ele disse que “o Sebrae apóia integralmente os empreendedores do Amapá”.

A empresa tem pontos de vendas no Monumento Marco Zero do Equador, no Mercado da Floresta e em lojas da cidade.


Serviço:
Sebrae no Amapá: (96) 214-1435.
Maria Aparecida (empresária): (96) 8111-2631.

 


Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
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0XX96 224 1491


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
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Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
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Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.