Funcionário do Sebrae Amapá lança
livro sobre
biodiversidade e empreendedorismo

Tanha Silva

Joselito Santos Abrantes, funcionário do Sebrae no Amapá, cedido atualmente ao Governo do Estado para exercer o cargo de Diretor do Centro de Incubação de Empresas, lança nesta sexta-feira, 20, das 19 às 22 horas, no Centro de Exposições do Sebrae, o livro Bio (sócio) diversidade e Empreendedorismo Ambiental na Amazônia, pela editora Garamond.

O livro é baseado em estudo que aborda aspectos da indústria da biotecnologia de produtos naturais na Amazônia, em particular nos Estados do Amazonas, Pará e Amapá, com especial ênfase nas empresas e cooperativas de bases tecnológicas que vivenciam processos de incubação e atuação no segmento da biodiversidade amazônica.

O estudo mostra que um dos desafios mais importantes para a Amazônia, e em específico para o Estado do Amapá, consiste em aproveitar as janelas de oportunidades, que se abrem para o aproveitamento dos recursos naturais com maior conteúdo tecnológico, no contexto das mudanças em curso do novo paradigma técnico-econômico.

As bases conceituais do estudo se concentram nas dimensões ambiental e
empresarial da sustentabilidade dos recursos naturais da biodiversidade amazônica, as quais se contrapõem as premissas dos históricos modelos de ocupação e degradação ambiental da região.

O estudo procurou verificar as principais características de um modelo de desenvolvimento local, presentes em inúmeras experiências empreendedoras atualmente em curso na Amazônia, tendo confirmado a exploração ainda incipiente das potencialidades naturais oriundas da biodiversidade.

O prefácio do livro é assinado pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva,
senadora pelo Partido dos Trabalhadores do Acre.

A obra foi integralmente custeada pelo SEBRAE/AP.

O autor.

Joselito Santos Abrantes é amapaense. Pertence ao corpo de funcionários do SEBRAE/AP, onde exerce atualmente o cargo de Coordenador Operacional. É ainda Coordenador de Estágio Supervisionado e Pesquisa do Curso de Ciências Econômicas do Centro de Ensino Superior do Amapá, onde leciona a disciplina Teoria do Desenvolvimento Econômico.

É formado em Economia pela Universidade da Amazônia - UNAMA Em 2002, concluiu o mestrado em Políticas Públicas e Gestão Ambiental (Desenvolvimento Sustentável) pelo Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (CDS/UnB). Concluiu, no ano de 1999, o Curso de Especialização em Agente de Inovação e Difusão Tecnológica pela Universidade Federal do Amapá e em 2000 obteve o grau de Especialista em Teoria Econômica e Sustentabilidade pelo Centro de Ensino Superior do Amapá.

É co-autor do livro "Sustentabilidade e Gestão Ambiental no Amapá - Saberes Tucujus", publicado no final de 2002.


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Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.