Arqueólogos da UFPe vão
pesquisar no
entorno da Fortaleza São José

Uma equipe da Universidade Federal de Pernambuco que está revolucionando a arqueologia, adotando pela primeira vez um laboratório móvel para os trabalhos de campo, virá ao Amapá para pesquisar a ''area no entorno da Foprta;eza São José. A equipe,chefiada pelo professorr Marcos Alburquerque, que criou o laboratório, já está trabalhando em áreas do Nordeste brasileiro, onde os equipamentos foram testados e aprovados. Na semana passada, durante um programa em rede nacional de televisão foi anunciada a vinda ao Amapá, contratada pelo governo do Estado, segundo informa a Secretaria de Comunicação em nota distribuída no final da tarde de ontem.

O laboratório é montado em uma carreta, tem 13 metros de comprimento e 2,5 metros de largura, possui equipamentos com tecnologia de ponta, gerador de energia, central de ar-condicionado e computadores.

Segundo Pedro Pereira, diretor do Departamento de Saneamento e Desenvolvimento Urbano, da Secretaria de Infra-estrutura do Estado (Seinf), os trabalhos de escavações arqueológicas devem reiniciar no mais tardar na segunda quinzena de agosto.

“Cada etapa de execução do projeto de entorno do Forte, deve antes passar pelos trabalhos de escavações. Isto é uma determinação do IPHAN (Instituto do Patrimnônio Histórico e Artístico Nacional)”, esclareceu Eloane Cantuária, gerente dos Projetos da Fortaleza de São de José de Macapá.


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Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.