Literatura - Livro de crônicas
convida leitor a viajar pela França

Transformar um diário de viagem em livro que reúne 45 crônicas, ricas em sensibilidade e humor, foi a proeza realizada pela jornalista Vânia Beatriz de Oliveira, que lançará no dia 25 de julho, às 20 horas, na Casa da Cultura Ivan Marrocos, em Porto Velho, o livro "França: um sonho de viagem". ". Um convite a embarcar na aventura de se encantar com gente e lugares, em terras francesas.

Durante o evento será apresentada uma performance teatral com personagens da peça "O Segredo da Patroa", produzido pela Cia de Teatro Fiasco.

O livro, edição bilíngüe, relata a trajetória da autora em busca da realização de um sonho cultivado desde a adolescência, quando iniciou estudar francês em Macapá sua terra natal. Associando informações culturais e turísticas a relatos pessoais, a obra explora as etapas da viagem, desde a preparação, que teve inicio através da internet, a partir de um inesperado reencontro, dez anos depois, com a ex-professora de francês, Cleide Bogéa.

Esta é a primeira publicação escrita por Vânia Beatriz. Residente há 14 anos em Porto Velho, foi nesta cidade que iniciou no ano de 1996, o "oficio de cronista de ocasião", como ela mesma diz. Publicou por dois anos, semanalmente na página "Mundo mulher" do jornal Alto Madeira, uma série de crônicas denominada "Um dedo de prosa".

Justamente por ter sido gerado a partir da intimidade de um diário de viagem , a autora confessa ter ficado em dúvidas se deveria transformar em livro, os relatos, divulgados inicialmente no site Brasil Paixão (http://www.bresilpassion.com) , ponto de encontro de brasileiros e franceses na internet. A boa repercussão das crônicas na internet a encorajou a publicar o livro. Estão programados lançamentos também em Manaus (06/08) e Macapá 15 de agosto.Informações adicionais:

http://www.umsonhodeviagem.blogger.com.br

Vânia Beatriz de Oliveira: [email protected]

(069) 223-3207 - 9981-3946


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Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.