DO SENADOR PAPALÉO PAES (PMDB - AP)

Senhor Presidente,
Senhoras Senadoras e Senhores Senadores,

Acaba de ser concluído o primeiro levantamento sobre os custos da obesidade no Brasil. Estima-se que um bilhão e cem milhões de reais são gastos anualmente com internações hospitalares, consultas médicas e remédios para o tratamento do excesso de peso e das doenças ligadas a ele. Só o SUS destina cerca de 600 milhões de reais para as internações relativas à obesidade, o que representa algo como 12% dos gastos do Governo Federal com todas as demais enfermidades.

Este, Senhoras e Senhores Senadores, é o início da reportagem publicada pela revista VEJA na semana de 9 de abril deste ano. É uma reportagem serena, mas que relata um verdadeiro drama nacional que, infelizmente, costuma deixar insensíveis até mesmo os próprios obesos.

Os dados são, na verdade, alarmantes em termos de saúde pública. O Brasil é, hoje, o sexto país do mundo em número de obesos. Só perdemos para os Estados Unidos, o recordista, e para Alemanha, Inglaterra, Itália e França. Não se pode negar que estamos ao lado de ilustres companhias, mas, desgraçadamente, numa matéria que em nada nos enobrece. Estamos ao lado de países desenvolvidos, nos quais o problema da obesidade está ligado ao elevado padrão de vida, ao sedentarismo e a padrões alimentares degradados pela ingestão de alimentos ricos em gorduras.

Ora, o Brasil, um país onde ainda há problemas de desnutrição, apresenta 70 milhões de brasileiros e brasileiras acima do peso recomendável. E desses, 17,5 milhões são obesos na definição clássica do termo, isto é, apresentam peso 45 quilos ou mais acima do ideal.

Não há como deixar de ver o comprometimento de nosso projeto de desenvolvimento, se já começamos a padecer de males de Primeiro Mundo, quando ainda sequer conseguimos resolver nossas questões básicas de cidadania. A discussão em torno da viabilidade do financiamento da saúde pública brasileira passa, obviamente, pelo controle dos gastos evitáveis por meio de campanhas de educação popular. E a obesidade, diante desses números, é uma questão inequivocamente de saúde pública.

O índice de obesidade no Brasil duplicou nos últimos 30 anos. No caso da infância e adolescência, a situação é ainda pior, pois a incidência de sobrepeso e obesidade nessas faixas etárias passou de 4% para 14% da população. Fica fácil identificar a causa, quando se vê o número incrível de fast foods que se disseminou pelo Brasil e o regime cada vez mais corrido de vida das pessoas.

Senhor Presidente, dizem que todo gordo é simpático. Ele, contudo, carrega dentro de si verdadeiras bombas de retardo que podem comprometer de modo irremediável sua saúde e, por extensão, a saúde global do País. É um homem bomba pronto para explodir-se.

Faltas ao trabalho, licenças médicas e morte precoce se inscrevem entre as mazelas socioeconômicas associadas ao excesso de peso. Distúrbios cardiovasculares, diabetes do tipo 2, hipertensão arterial, taxas elevadas de colesterol e triglicerídeos no sangue, pedra na vesícula e câncer de cólon, entre outras enfermidades, são as conseqüências derivadas do excesso de peso. Esses são ônus com os quais o Brasil não pode arcar sem comprometer seu projeto de desenvolvimento. Devemos, pois, implementar, imediatamente, políticas de educação ou de reeducação para a saúde da população que já é ou tende a se tornar obesa.

Senhor Presidente, a obesidade, como vimos, não se resume apenas a uma questão estética ou funcional. Ela pode ser enquadrada como uma enfermidade por si mesma e pelas doenças que acarreta. E se o problema é grave e oneroso para um país como os Estados Unidos da América, onde mais de 140 milhões de pessoas padecem do mal, a um custo anual para a sociedade de mais de 100 bilhões de dólares, imaginem as Senhoras e os Senhores Senadores, o peso que têm, sem falso trocadilho, no orçamento nacional, os milhões de brasileiros e brasileiras na mesma situação. E o Brasil não pode se dar ao luxo de gastar dinheiro com doença de rico, como se diz popularmente.

Sabemos que disfunções orgânicas podem estar na origem de casos de obesidade, mas, na maior parte das vezes, suas causas estão em hábitos errados de vida e de alimentação. Por isso, compete aos organismos esclarecidos da sociedade e ao Estado a tarefa primeira de educar para a saúde. Às famílias cabe, também, educar-se para a saúde.

Senhor Presidente, num Brasil no qual, cada vez mais, se fazem campanhas para todo tipo de matéria, um programa permanente de educação para a saúde e para o combate a males sociais como a obesidade deve estar em todo orçamento e planejamento da União, dos Estados e dos Municípios. O exemplo do Município gaúcho que criou um programa coletivo de emagrecimento de sua população deveria ser modelo para todo o País.

A prevenção da obesidade é uma responsabilidade social coletiva e do Estado. Não podemos nos dar ao luxo de chegar à situação dos EUA, que gastam cerca de 395 dólares anuais per capita no tratamento de doenças crônicas associadas à gordura. Nós já gastamos 100 reais, o que significa cerca de 30 a 35 dólares. Ainda é menos de um décimo do que despendem os norte-americanos. Oxalá fiquemos por aqui e, quiçá, possamos reduzir, pelo menos em termos relativos, essa cifra.

Senhor Presidente, invistamos em maciços programas de educação de nossa população. Que nossas escolas tenham programas de educação alimentar. Um passo salutar seria, por exemplo, fazer com que as lanchonetes escolares evitassem alimentos altamente calóricos e gordurosos.

As campanhas que têm sido feitas contra o tabagismo e outras questões de ampla repercussão social têm tido boa resposta da sociedade em geral. Almejo, pois, ver uma campanha intensa de combate á obesidade ganhar a mídia e reverter a atual tendência que o Brasil vem apresentando de agravamento do número de obesos na população e das doenças conexas com este mal social.

Era o que tinha a dizer.

Muito obrigado, Senhor Presidente.


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Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.