Construção de sistema global
de áreas protegidas
precisa de U$ 25 bilhões

Anúncios de governos da Amazônia brasileira são exemplos para a comunidade internacional.

Durban, 17 de setembro de 2003 - Depois de dez dias de discussões, anúncios e acordos, encerra-se a quinta edição do Congresso Mundial de Parques, em Durban, na África do Sul. Com o tema, Benefícios Além das Fronteiras, o encontro atraiu mais de 3.000 participantes de 170 países, promovendo importantes avanços na concepção e implementação de um sistema global de áreas protegidas.

O Acordo de Durban, apresentado na última Plenária desta manhã, constitui o principal documento do Congresso, cuja finalidade é motivar e orientar ações positivas em favor das mais de 100.000 áreas protegidas existentes hoje no mundo e daquelas que serão criadas no futuro.

Além disso, foram elaboradas 32 recomendações específicas para a expansão e manutenção de um sistema global de áreas protegidas, assim como uma mensagem para o encontro do ano que vem da Convenção sobre a Diversidade Biológica, da qual o Brasil é signatário. A mensagem reforça três pontos principais: a identificação de lacunas no sistema de unidades de conservação e a criação de novas áreas baseadas em critérios científicos; a necessidade de promover a participação das comunidades locais e assegurar que elas tenham benefícios com as áreas protegidas; a criação de capacidade institucional, recursos humanos, financeiros e legais que permitam gerenciar as áreas protegidas de maneira efetiva.

A relação entre as pessoas e as áreas protegidas foi uma das questões mais enfatizadas durante todo o Congresso, como reflete o comentário de Peter Seleigman, presidente da organização não-governamental Conservation International. "Nós apoiamos a visão dos povos indígenas e devemos aprender com eles. Nós também apoiamos os jovens interessados na questão ambiental e estamos buscando a nova geração de líderes, defensores da conservação da biodiversidade do planeta".

Dentre as principais conquistas anunciadas em Durban, duas estão relacionadas ao Brasil. O primeiro anúncio foi feito pelo governo do Amazonas, com a criação de seis novas áreas protegidas, cobrindo 3,8 milhões de hectares, o que representa 40% do território do Estado. O outro anúncio foi feito pelo governado do Amapá, que criou um Corredor de Biodiversidade de 10 milhões de hectares (equivalente ao território de Portugal), que protege centenas de espécies de plantas e animais que só existem na Amazônia. Em Plenária esta manhã, o governador do Amapá, Waldez Góes, declarou à comunidade internacional presente no Congresso, que o mundo desenvolvido precisa ser mais justo com quem está protegendo o patrimônio natural do planeta, a exemplo do povo do Amapá.

Compromissos de outras nações também tiveram lugar. O presidente de Madagascar, Marc Ravalomanana, se comprometeu, nos próximos cinco anos, a aumentar as áreas protegidas do país de 1,7 para 6 milhões de hectares, criando várias novas unidades de conservação e assegurando a sobrevivência das dezenas de espécies dos carismáticos lêmures ameaçados de extinção.

Além disso, a América Latina deu a demonstração do maior projeto de conservação transnacional do evento. Por meio do Programa Grande Rota Inca, Peru, Bolívia, Equador, Argentina, Chile e Colômbia criaram uma rede de unidades de conservação que vai preservar áreas de patrimônio natural e cultural dos antigos impérios andinos, permitindo a sustentabilidade das comunidades locais.

Juntos, esses quatro anúncios representam mais de 20 milhões de hectares em áreas protegidas. Somente os compromissos brasileiros envolvem cerca de 20 milhões de dólares em investimentos já garantidos pelos governos estaduais e por organizações ambientalistas como a Conservation International.

Para construir um sistema global de áreas protegidas na próxima década, estima-se que sejam necessários cerca de 25 bilhões de dólares. Para os especialistas, só é possível alcançar esse montante com a colaboração dos mais variados setores da sociedade: governos, organizações não-governamentais e sobretudo a iniciativa privada.


Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
Deliciosos.
0XX96 224 1491


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433

Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.