FITOTERÁPICOS TÊM DESTAQUE
NA CONFERÊNCIA
NACIONAL DE MEDICAMENTOS

A Conferência Nacional de Medicamentos e Assistência Farmacêutica, encerrou seu último dia de plenárias discutindo a utilização dos Fitoterápicos e dos homeopáticos. Entre os avanços os 1.080 delegados credenciados de todo o Brasil, tentam garantir e definir as necessidades dos profissionais farmacêuticos nas equipes de saúde como PSF, PITS, entre outros programas desenvolvidos pelo Ministério da Saúde.

Para o coordenador do Centro de Referências e Tratamentos Naturais do Amapá - CRTN, Dr. Elziwaldo Lobo Monteiro, é com carinho que se discute a relevância da necessidade de implantação e implementação dos serviços em tratamentos naturais no Amapá. "Precisamos priorizar a terapêutica e a
produção dos fitoterápicos no Brasil e em especial no Amapá. TRAZE-lo, custo benefício ao usuário, quanto ao acesso aos medicamentos fitoterápicos e homeopáticos e as demais terapias naturais, que garantem um menos custo no tratamento da saúde do usuário. Deves-se observar as necessidades da Assistência Farmacêutica quanto às plantas medicinais e fitoterápicos", afirmou Monteiro.

"Para o Amapá está sendo muito gratificante estar nesta Conferência, pois estamos adquirindo conhecimentos para implementarmos nossos programas de assistência. Com relação aos fitoterápicos e os homeopáticos teremos um grande avanço. Tudo isso porque além de possuirmos a matéria prima rica (fauna e flora) para a produção dos fármacos, temos área e mão de obra qualificada para executar e fazer a dispensação para as unidades hospitalares. Não queremos aqui substituir os medicamentos alopáticos, mas sim, somar para termos fitoterápicos e homeopáticos em quantidade suficiente, a fim de suprir as necessidades de alguns medicamentos básicos," Afirmou José Bandeira Neto, Coordenador da Central de Assistência Farmacêutica do Amapá - CAF.

Bandeira disse ainda que este encontro, na Conferência Nacional de Medicamentos e Assistência Farmacêutica foi um grande avanço para o Amapá.
"Temos que botar em prática a manipulação de medicamentos, ressalvando enfim que usando nossas riquezas naturais estaremos atendendo as necessidades básicas de nossa população, e ainda por cima fazendo se prevalecer a cultura regional, que sempre foi a dos fitos e homeopáticos. Isso sem contar que teremos na CAF uma referência no desenvolvimento desse tipo de medicamento, que já enquadra dentro das exigências da lei." Concluiu Bandeira.

Neste último dia de Conferência, 18, os delegados estão se preparando para enfrentar o pior de todos os dias, pois deverão deverá chegar a exaustão com as votações de prometem varar a madrugada. "Não podemos sair daqui sem votar todas as propostas. Temos que garantir à nossa população que pelo menos a maioria de seus anseios sejam assegurados no relatório final. Só vamos arredar o pé da plenária, quand0o votarmos a última proposta." Afirmou Maria do Céu, membro do Conselho Estadual de Saúde.

(Randolph Scooth)


Elziwaldo Monteiro e José Bandeira Neto


Doce Amazônia

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Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.