Discurso do Deputado ANTONIO NOGUEIRA - PT/AP, na Sessão do dia 17/09/2003.

Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados.

Neste último domingo, o Rio de Janeiro assistiu a uma caminhada de 40 mil pessoas exigindo paz e reivindicando concretamente o desarmamento. O movimento, composto na sua grande maioria por pessoas que não tem histórias felizes para contar e relembrar, atesta o crescimento de um sentimento cada vez mais forte em nossa sociedade - o da necessidade e urgência de, em alguns casos, proibir, e em outros, regulamentar o uso de armas no Brasil.

O movimento ocorrido no Rio e que reflete o desejo e ansiedade de boa parte dos brasileiros, não poderia vir em melhor hora, posto que estamos na eminência de votar aqui no Congresso Nacional, a regulamentação do uso de armas em nosso País.

Todos nós sabemos, Senhor Presidente, que a questão é muito polêmica e que não é tarefa fácil, especialmente diante da crescente onda de violência que assola as cidades brasileiras e que se constitui em verdadeiro celeiro da disseminação de idéias mais “drásticas” de combate à violência. Quantas pessoas de “boa-fé” duvidosa, não se beneficiam do sentimento de terror que contamina nossa sociedade? Alguns ganham mais pontos de audiência em seus programas televisivos ou radiofônicos, já outras chegam mesmo a transformar esse sentimento em votos. O fato é que, a disseminação das idéias que propagam e já a sua aplicação por parte de alguns aparelhos do Estado (também “sensibilizado” pela onda de propostas como a de “tolerância zero”), vem mostrando-se ineficazes e inadequadas, não contribuindo em quase nada para que se resolva o problema de fato, contudo, contribuem para o acirramento da questão, aumentando a intolerância e a sensação de insegurança, assim como a tentativa de dar solução a essas questões por meios próprios, no que, infelizmente, dá vazão ao aumento de aquisição de armas, muitas delas feitas de maneira ilícita.

A proposta do desarmamento, Senhor Presidente, felizmente cresce em nossa sociedade, e o movimento do Rio, como já dissemos, é uma constatação disso. É bom que se diga também, que somente a regulamentação e/ou proibição do uso de armas no Brasil não resolverá o problema da violência em nosso País. Mas cremos que dará um grande passo nesse caminho, cabendo ao Estado, em suas diversas esferas, atacar o problema em suas raízes mais profundas, o que, sabemos, não é tarefa fácil, mas à qual estamos inteiramente dispostos em enfrentar.

No mais, Senhor Presidente, gostaria de declarar meu total apoio ao movimento pelo desarmamento e de manifestar meu enorme desejo em ajudar a construir uma sociedade pacífica e desarmada.

Era o que eu tinha a dizer, Senhor Presidente.


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Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.