Pororoca. Motivo de desenvolvimento turístico no Amapá

O Sebrae inicia processo de desenvolvimento turístico nos municípios que estão na rota da pororoca em parceria com a comunidade local, instituições e governo.

Denyse Alexópulos

O Projeto 'ROTA DA POROROCA' com a comunidade do Curiaú ganhou nova fase, saindo do processo de discussão e entrando nas capacitações dos envolvidos.

O objetivo. Trabalhar os empreendimentos e melhorar todos os serviços locais que podem ser oferecidos à turistas como hospedagem, alimentação, balneários e outros.

A ação detinha, em primeira fase, um relatório de visita técnica realizado no início do ano, onde foram identificados os problemas de cada lugar, as demandas, localização e outros pontos. No segundo momento, o Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) no Amapá e os parceiros 'sentaram' com a comunidade para trabalhar em conjunto um plano de ação e compactar as idéias para elaboração do projeto final.

Nesta última semana o Sebrae esteve capacitando 36 moradores da comunidade quilombola com seminários de Desenvolvimento Comunitário, Educação Ambiental, Noções de Ecoturismo, Empreendedorismo, Planejamento e Análise, além de Curso de Implementação Orientada Micro e Pequena Empresa "Boas Práticas", atendendo sete empresas da localidade.

Curiaú

Os negros descendentes de africanos que ali vivem, pescam em canoas o peixe que é farto. Garças não notam a presença do homem, e está estabelecida a harmonia embelezando a paisagem exuberante do antigo quilombo.

A área em que a comunidade quilombola vive é preservada ambientalmente e legalmente protegida. As tradições e a cultura dos negros prevalecem com o Batuque, o Marabaixo, as ladainhas e as festas dos santos de devoção.

Segundo o Presidente da Associação dos Moradores do Quilombo do Curiaú, Raimundo Souza, 54, ele vem enfrentando dificuldade de gerenciar grupos fragmentados dentro da comunidade e o Sebrae consegue num plano de ação integrar os moradores da localidade e da redondeza.

Na execução do projeto são parceiros do Sebrae a Associação Comercial e Industrial do Amapá-ACIA, Federação das Indústrias do Amapá-FIAP, Associação Brasileira das Agências de Viagem-ABAV, Secretaria de Estado da Infra-estrutura-SEINF, Agência de Desenvolvimento do Amapá-ADAP, SESC-AMAPÁ, Federação do Comércio do Amapá-FECOMERCIO, Câmara de Dirigentes Lojistas de Macapá/Santana, Secretaria de Estado do Meio Ambiente-SEMA e Instituto de Desenvolvimento de Turismo do Estado do Amapá-DETUR, Faculdade SEAMA, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo, Banco do Brasil e BASA.

Para a técnica do Sebrae, Eliana Correia, "os moradores da área têm potencial para agradar tanto o turista brasileiro, quanto o estrangeiro. O resultado positivo do nosso trabalho está na mudança que as famílias desejam para o lugar".




Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
Deliciosos.
0XX96 224 1491


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433

Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.